segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Retrospectiva 2018.

Esse mês foi um mês bom, não acabou ainda eu sei... Mas está quase lá. Fiz boas vendas (no trabalho), fiz boas compras; saí mais com meu namorado, passei por uns momentos de partir meu coração por estresse e silêncio, uma conversa, umas conversas transformadoras, de mexer lá nos meus tantos baús. Sim, eu tenho e são vários. Estive com minhas amigas em um encontro do cuidado... muito bom! Tomei banho de chuva pedalando (não lembro a quanto tempo não fazia isso); fui a casa da minha vó e ela... Ela é maravilhosa (lar 3), conversei com pessoas que fazia tempo que eu não via e vi que eu já mudei tanto... Aquele encontro com as meninas, o meu encontro com Deus... Meus interiores mudaram tanto; e vou viajar, novamente para minha cidade de origem e encerrar o ano junto de quem tanto amo. 

Esse ano... 
  • Fui pedida em casamento; 
  • Me batizei;
  • Meu namorado começou a morar comigo; 
  • Passei 24hs (no máximo) sozinha no meu apê e parece que desaprendi a morar só (senti saudades de quem divide a casa agora comigo, um absurdo eu sei rsrs);
  • Comecei um trabalho autônomo com meu namorado; produção e vendas de doces;
  • Fui madrinha de casamento de uma prima minha;
  • Passei "o carnaval" no interior da minha cidade badalada e meus melhores momentos foi estar brincando de mimica, cantando afinadamente com meus amigos e comendo torradinhas com patê de alho; depois pão de alho kkkkk e um pavê maravilhoso feito pelo mozi. Além de, aprender a jogar vídeo game;
  • Eu e meu namorado/noivo resolvemos nos "guardar" ou "esperar" para transarmos só depois que casarmos;
  • Comecei a participar de um grupo de crescimento (célula) da igreja. 
  • Fui roubada; 
  • Voltei a dar aulas na Help;
  • Encontrei prazer no servir;
  • Engordei alguns quilos;
  • Juntei as finanças com o Mozi;
  • Li a Bíblia com mais frequência;
  • Assisti várias séries;
  • Assisti mais pregações;
  • Chorei por não saber ao certo o meu grande propósito... Trabalho. 
  • Orei pelo meu propósito;
  • Li mais. (Terminei livros, comprei outros e comecei outros...) 
  • Comecei a viver com um orçamento mega apertado;
  • Chorei por dívidas;
  • Pensei em me mudar;
  • Sonhei com casamento para esse ano e percebi que ainda era preciso muita preparação de nós mesmos para isso. 
  • Consegui um emprego e é uma benção;
  • Orei bastante;
  • Cultivei mais plantas;
  • Dei mais aulas particulares;
  • Voltei a projetar mais;
  • Escutei muitas coisas que mudaram meus posicionamentos; 
  • Fiz playlist maravilhosas;
  • Quebrei paradigmas;
  • Tive cabelo cor de ameixa, de amora e castanho;
  • Continuei com cabelo curto, para médio. 
  • Questionei muitos posicionamentos e "verdades"; 
  • Chorei por "política";
  • Me tornei mais empática;
  • Aprendi com Deus como amar o próximo e fiz, e sou. 
  • Me rebelei com a igreja; 
  • Parei de ir a igreja; 
  • Me aproximei de Deus;
  • Me aproximei de uma amiga da época de faculdade; 
  • Perdi todas as fotos de 2017 pra trás que não estavam em redes sociais; 
  • Prosperei;
  • Viajei; 
  • Escrevi mini contos (que estão aqui); 
  • Amigas engravidaram e tiveram bebês nesse ano, o contato me fez despertar novamente o lado materno e pensar em muitas responsabilidades, estabilidades.
  • Aprendi a fazer mandalas de lã; 
  • Corri de bicicleta na chuva;
  • Tive mais encontros com minhas amigas e seus namorados, aqueles que entrei o ano com eles; 
  • Me aproximei de pessoas que não imaginava e me afastei também de várias. 
A impressão que dar para quem olha meu ano é que ele foi mais tranquilo, por não verem de forma concreta os grandes feitos, mas eu sei, que houve tantas coisas que se passaram por aqui e que mudou ou reafirmou mais fundamentalmente as minhas relações...

2017 foi um ano de incomodo e exploração de si, a busca por me encontrar, por me conhecer mais, saber o que era bom e não era (para mim) e tomar decisões diante disso; um ano que me libertei de muitas amarras e fiquei tão solta que por pouco, não me perdi... 

2018, foi o firmamento das minhas escolhas do ano passado, um ano de amadurecimento diante delas; de questionar, de desmiuçar, de olhar para dentro e para o outro, aliás para os outros, não com receio de julgamentos para meus fazeres, mas de interesse neles, nas crenças nas "verdades" de quem me cerca.

Um ano de: empatias, justiça, o servir, as análises, o companheirismo, a compreensão, o tal de amor ao próximo, mas sem deixar de amar a si; filtros de quem ter por perto e bem longe. Trocas de energias... Foi. 


domingo, 9 de dezembro de 2018

A primeira vez com Ele

A Charlote que propôs esse tema. Eu ri... "Olha, vou tentar lembrar. Eu lembro um pouco do início e do fim, o durante eu não sei onde estava. Não estou lembrando..." kkkkk "Amor, como foi a nossa primeira vez, tu lembra ?" kkkkk Ele não respondeu óbvio, só fez rir. Ele evita falar sobre esse assunto. A gente tem muita química e como não podemos fazer mais até enfim, nos casarmos, não há porque falar, neh?  Mas isso é assunto para outro texto. Voltando...: 

A primeira vez... Como foi mesmo? 

Parte 1 - O que antecedeu; o contexto.


Eu o conheci pessoalmente certo dia e no mesmo dia dormimos juntos. Foi uma loucura, um perigo, porque eu não o conhecia bem; eu sei... Mas antes mesmo de nos vermos, já queríamos muito isso. Fiquei nervosa, mas foi bom, era muita conexão; e ao dormirmos juntos, quisemos no outro dia também. Fomos nos conhecendo em casa; eu "naqueles dias", demitida no dia que nos conhecemos... Imaginem como eu estava... Mas nele eu vi que o cotidiano poderia ser bom, e era muito bom aqueles beijos. 

Quando conversávamos, depois de um tempo, era uma coisa que me deixava intrigada, porque eu queria mais com ele, dele, porém, ao mesmo tempo não queria passar uma imagem de "fácil", ou ele achar que eu era assim com qualquer um... Só visse safadeza em mim. Coisa do tipo, mas ele entendeu e queria o mesmo: Alguém pra ter um relacionamento bom, sério, para além só disso, mas que sim, misturasse "fofura com safadeza". 

Ele conseguia mexer comigo de longe, e eu com ele; sem ao menos sentirmos a pele um do outro, eu me arrepiava, a boca ficava entre aberta, seca, uma coisa que dava um aperto na repressão dentro do corpo e um pensamento recorrente de querer sentar e abraçar ele, estando ele encaixado em mim. Enfim... Meu corpo já respondia muito bem a ele, sem dizermos quase nada. E aí volta ao que já falei, nos conhecemos e não podíamos fazer nada demais, pra falar a verdade achei até melhor. 


Parte 2 - O ato


Dois dias comigo. Um dia ele foi pra casa dele, sentimos saudades e ele voltou. Ele voltou e a gente quis mais... Muito mais. Eu já estava liberada da tal visita do mês. Eu não sei direito como começou, eu só lembro que eu já estava no quarto, muitos beijos rolando, eu fui levada, nesse contexto, pra cama, ele já vinha se deitando e eu também... Fomos nos despindo, em um ritmo de intensidade e leveza ao mesmo tempo... Nos acariciando, nos beijando, abraçando, as respirações se misturando ofegantes, os olhares, a brisa no corpo, os arrepios, a umidade... Concordamos continuar. Então, fomos, mas ao mesmo tempo... Eu me desconectei um tanto algumas vezes com alguns pensamentos.

Era muito bom! Ele ainda perguntava: "Está bom assim?" "Você gosta assim?" E minha vontade, e alguma vez eu disse... (o que eu lembro) "Siim... Continuee..." (Na minha mente: Cale a boca! Está ótimo, só vai... Não puxa "papo" comigo agora! TQP! Isso... Como ele acerta o que eu gostoDo jeito e forma que eu gosto?) Por exemplo, gosto que morda, se ele mordesse, era exatamente do jeito que eu queria, não machucava, mas também não era só fingimento de mordida... 
As mãos passando pelo meu corpo, o corpo dele no meu, ele deixando eu fazer o que eu quisesse, o que eu queria ser, e ele sendo por mim, entregue de fato, querendo o meu prazer... Ele por cima abraçado em mim, ele descendo... Ele chegando lá. Ele me levando pra não sei onde ao fazer o que estava fazendo; eu por cima, eu inteira... As maçãs do meu rosto já ficando vermelhas e a boca também, cabelo  solto, um pouco suado; de frente pra janela, uma cortina leve cobria ela e deixava passar um pouco da luz artificial da rua, a luz do quarto apagada, era noite... Mas ele podia me ver, se assim quisesse, eu também; olhei pra ele algumas vezes, estando eu ali em cima e ele estava nitidamente bem satisfeito, de olhos fechados... Bem além... E eu adorando porque a gente conseguiu ir pra o mesmo lugar ao mesmo tempo. Abraçava ele, suava com ele... Etc, etc. Trocamos olhares, era sede e fome um do outro; a gente se entendia... (Aiaiai... Eu tinha mesmo que escrever sobre isso? kkkkkk Volta, volta...Terra chamando. Opa... Voltando...) 

Era como se ele me conhecesse, ou fosse feito pra mim, eu pra ele, sei lá, mas era nossa primeira vez então, estávamos nos conhecendo! Era a primeira vez que estávamos ali, tão, tão... E tão, nós, por isso vez outra, eu saia do enlevo, para o "Está bom assim? É bom pra você isso?" Ele perguntava, eu só pensava e observava o corpo dele responder. Havia a insegurança, a curiosidade, o interesse em agradar o outro, ele queria me agradar tanto, tão cuidadoso, que eu fiquei meio sem jeito algumas vezes. 
Paramos, acho que ficamos abraçados um tanto e sentamos na ponta da cama um ao lado do outro, já vestido; pensava eu: "Ué... Não foi bom? Por que você não...? Por que estou me sentindo estranha? Eu não deveria estar tão sóbria? Fomos cedo?" Ele parecendo ouvir minha inquietação questionou se estava tudo bem... Se tinha sido bom... Que sentiu que eu não estava totalmente ali, algo assim, não sabia se eu estava gostando. Eu falei que foi bom, muito bom... Eu só... Só... 

- Não sei. E pra você? 
- Também foi bom. Mas fiquei um pouco nervoso.
- Eu também.
- Por que?
- Ah... Sei lá. Porque... É algo importante. Pareceu muito importante. (Foi o que falei sem pensar).
- Que bom então...
- É... Não foi algo, banal... Se fosse, eu não teria me importado. (Eu falando do jeito que vinha na cabeça)
- Que bom que você pensou assim. Porque é algo importante.  (Ele falou algo assim)

E foi assim. 

Parte 3 - Segunda em diante...


Achei lindo. kkkkk Depois dessa conversa, pouco depois (não sei se foi no outro dia) começamos a namorar; ficamos bem ousadinhos... kkkk Aproveitamos nossos "n" jeitos; um mês e poucos dias depois começamos a morar juntos e vivemos o que se chama de uma "lua de mel" constante. Rivotril pra que minha gente? Maconha pra queSono bom é depois de um bom sexo e é minha melhor brisa. Sério, fico muito brisada, leveee nitidamente. Chega a ser engraçado. Todos os dias ou quase todos, sei lá, sem exigências, sem marcar no calendário... Numa constância maravilhosa de feromônios e ocitocina, me descobri cheia de fome e sede dele. Coisa gostosa... Uma das melhores invenções!  E sempre, sempre era bom... ótimo. Eu tenho muita sorte; é muita benção eu encontrar a constância de um sexo maravilhoso com o cara que eu amo. 

Que continue sendo assim e muito mais! (Quando, voltarmos. kkkk) 

P.S: Futuramente tenho que voltar e fazer o: "Nossa segunda primeira vez" kkkkkk Porque já não somos os mesmos, nossa relação mudou (para melhor) e estamos nos guardando desses atos até casarmos. Por incrível que pareça, em pensar, fico nervosa como a primeira vez. kkkkk

Esse texto é da série que faço com a Charlote sobre escrever um texto com o mesmo tema, mas sobre a perspectivas e experiencias singulares de cada uma. O dela está aqui :)