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domingo, 9 de dezembro de 2018

A primeira vez com Ele

A Charlote que propôs esse tema. Eu ri... "Olha, vou tentar lembrar. Eu lembro um pouco do início e do fim, o durante eu não sei onde estava. Não estou lembrando..." kkkkk "Amor, como foi a nossa primeira vez, tu lembra ?" kkkkk Ele não respondeu óbvio, só fez rir. Ele evita falar sobre esse assunto. A gente tem muita química e como não podemos fazer mais até enfim, nos casarmos, não há porque falar, neh?  Mas isso é assunto para outro texto. Voltando...: 

A primeira vez... Como foi mesmo? 

Parte 1 - O que antecedeu; o contexto.


Eu o conheci pessoalmente certo dia e no mesmo dia dormimos juntos. Foi uma loucura, um perigo, porque eu não o conhecia bem; eu sei... Mas antes mesmo de nos vermos, já queríamos muito isso. Fiquei nervosa, mas foi bom, era muita conexão; e ao dormirmos juntos, quisemos no outro dia também. Fomos nos conhecendo em casa; eu "naqueles dias", demitida no dia que nos conhecemos... Imaginem como eu estava... Mas nele eu vi que o cotidiano poderia ser bom, e era muito bom aqueles beijos. 

Quando conversávamos, depois de um tempo, era uma coisa que me deixava intrigada, porque eu queria mais com ele, dele, porém, ao mesmo tempo não queria passar uma imagem de "fácil", ou ele achar que eu era assim com qualquer um... Só visse safadeza em mim. Coisa do tipo, mas ele entendeu e queria o mesmo: Alguém pra ter um relacionamento bom, sério, para além só disso, mas que sim, misturasse "fofura com safadeza". 

Ele conseguia mexer comigo de longe, e eu com ele; sem ao menos sentirmos a pele um do outro, eu me arrepiava, a boca ficava entre aberta, seca, uma coisa que dava um aperto na repressão dentro do corpo e um pensamento recorrente de querer sentar e abraçar ele, estando ele encaixado em mim. Enfim... Meu corpo já respondia muito bem a ele, sem dizermos quase nada. E aí volta ao que já falei, nos conhecemos e não podíamos fazer nada demais, pra falar a verdade achei até melhor. 


Parte 2 - O ato


Dois dias comigo. Um dia ele foi pra casa dele, sentimos saudades e ele voltou. Ele voltou e a gente quis mais... Muito mais. Eu já estava liberada da tal visita do mês. Eu não sei direito como começou, eu só lembro que eu já estava no quarto, muitos beijos rolando, eu fui levada, nesse contexto, pra cama, ele já vinha se deitando e eu também... Fomos nos despindo, em um ritmo de intensidade e leveza ao mesmo tempo... Nos acariciando, nos beijando, abraçando, as respirações se misturando ofegantes, os olhares, a brisa no corpo, os arrepios, a umidade... Concordamos continuar. Então, fomos, mas ao mesmo tempo... Eu me desconectei um tanto algumas vezes com alguns pensamentos.

Era muito bom! Ele ainda perguntava: "Está bom assim?" "Você gosta assim?" E minha vontade, e alguma vez eu disse... (o que eu lembro) "Siim... Continuee..." (Na minha mente: Cale a boca! Está ótimo, só vai... Não puxa "papo" comigo agora! TQP! Isso... Como ele acerta o que eu gostoDo jeito e forma que eu gosto?) Por exemplo, gosto que morda, se ele mordesse, era exatamente do jeito que eu queria, não machucava, mas também não era só fingimento de mordida... 
As mãos passando pelo meu corpo, o corpo dele no meu, ele deixando eu fazer o que eu quisesse, o que eu queria ser, e ele sendo por mim, entregue de fato, querendo o meu prazer... Ele por cima abraçado em mim, ele descendo... Ele chegando lá. Ele me levando pra não sei onde ao fazer o que estava fazendo; eu por cima, eu inteira... As maçãs do meu rosto já ficando vermelhas e a boca também, cabelo  solto, um pouco suado; de frente pra janela, uma cortina leve cobria ela e deixava passar um pouco da luz artificial da rua, a luz do quarto apagada, era noite... Mas ele podia me ver, se assim quisesse, eu também; olhei pra ele algumas vezes, estando eu ali em cima e ele estava nitidamente bem satisfeito, de olhos fechados... Bem além... E eu adorando porque a gente conseguiu ir pra o mesmo lugar ao mesmo tempo. Abraçava ele, suava com ele... Etc, etc. Trocamos olhares, era sede e fome um do outro; a gente se entendia... (Aiaiai... Eu tinha mesmo que escrever sobre isso? kkkkkk Volta, volta...Terra chamando. Opa... Voltando...) 

Era como se ele me conhecesse, ou fosse feito pra mim, eu pra ele, sei lá, mas era nossa primeira vez então, estávamos nos conhecendo! Era a primeira vez que estávamos ali, tão, tão... E tão, nós, por isso vez outra, eu saia do enlevo, para o "Está bom assim? É bom pra você isso?" Ele perguntava, eu só pensava e observava o corpo dele responder. Havia a insegurança, a curiosidade, o interesse em agradar o outro, ele queria me agradar tanto, tão cuidadoso, que eu fiquei meio sem jeito algumas vezes. 
Paramos, acho que ficamos abraçados um tanto e sentamos na ponta da cama um ao lado do outro, já vestido; pensava eu: "Ué... Não foi bom? Por que você não...? Por que estou me sentindo estranha? Eu não deveria estar tão sóbria? Fomos cedo?" Ele parecendo ouvir minha inquietação questionou se estava tudo bem... Se tinha sido bom... Que sentiu que eu não estava totalmente ali, algo assim, não sabia se eu estava gostando. Eu falei que foi bom, muito bom... Eu só... Só... 

- Não sei. E pra você? 
- Também foi bom. Mas fiquei um pouco nervoso.
- Eu também.
- Por que?
- Ah... Sei lá. Porque... É algo importante. Pareceu muito importante. (Foi o que falei sem pensar).
- Que bom então...
- É... Não foi algo, banal... Se fosse, eu não teria me importado. (Eu falando do jeito que vinha na cabeça)
- Que bom que você pensou assim. Porque é algo importante.  (Ele falou algo assim)

E foi assim. 

Parte 3 - Segunda em diante...


Achei lindo. kkkkk Depois dessa conversa, pouco depois (não sei se foi no outro dia) começamos a namorar; ficamos bem ousadinhos... kkkk Aproveitamos nossos "n" jeitos; um mês e poucos dias depois começamos a morar juntos e vivemos o que se chama de uma "lua de mel" constante. Rivotril pra que minha gente? Maconha pra queSono bom é depois de um bom sexo e é minha melhor brisa. Sério, fico muito brisada, leveee nitidamente. Chega a ser engraçado. Todos os dias ou quase todos, sei lá, sem exigências, sem marcar no calendário... Numa constância maravilhosa de feromônios e ocitocina, me descobri cheia de fome e sede dele. Coisa gostosa... Uma das melhores invenções!  E sempre, sempre era bom... ótimo. Eu tenho muita sorte; é muita benção eu encontrar a constância de um sexo maravilhoso com o cara que eu amo. 

Que continue sendo assim e muito mais! (Quando, voltarmos. kkkk) 

P.S: Futuramente tenho que voltar e fazer o: "Nossa segunda primeira vez" kkkkkk Porque já não somos os mesmos, nossa relação mudou (para melhor) e estamos nos guardando desses atos até casarmos. Por incrível que pareça, em pensar, fico nervosa como a primeira vez. kkkkk

Esse texto é da série que faço com a Charlote sobre escrever um texto com o mesmo tema, mas sobre a perspectivas e experiencias singulares de cada uma. O dela está aqui :)

terça-feira, 14 de agosto de 2018

Crescermos Juntos - II

Parte 2

Obs: Para aqueles que creem na existência de Deus, no seu livro de instruções para vivermos aqui e para além daqui; uma linha de pensamento que sintetiza e deixa tudo óbvio...

A síntese: "Amor tratamento" (e se quiser colocar juntamente com "amor sentimento" também é super válido). Esse amor é o que precisamos para crescermos juntos, além de orientações em conhecimento. E como aprender a ter, a ser, a dar e a receber?

Agora vou na fonte... Se concluirmos que só crescemos juntos por meio do que se traduz em amor tratamento com o outro (substitua essa palavra "outro" para "próximo") e também precisamos que tenha amor em nós (e este será o início, a base, o meio, o fim de tudo) para consigamos crescer. Substitua pelo sinônimo em palavra que carrega a tradução perfeita, uma vez que foi intitulado pelo ser mais sábio... Substitua por, Deus. Agora sim, límpido: 

Crescemos sozinhos e com o outro quando aprendemos a amar o próximo, quando temos Deus em nós, em nossas relações. 

[Com Deus, convenhamos, tudo é muito melhor!]

"Cristo vive em mim", mas se não alimentarmos o espiritual, mais da nossa carne será manifesto. E nem sempre seremos tão bons, principalmente para com outro. Devemos aprender a amar com Ele. Como Ele; a deixar Ele se manifestar mais dentro de nós a tal ponte que essa via espiritual transborde o que há de bom para todas as outras áreas.

[Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, Gálatas 5:22]

Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considerem os outros superiores a vocês mesmos. Cada um cuide, não somente dos seus interesses, mas também dos interesses dos outros. Filipenses 2:3-4

P.s: Ao meu companheiro, meu "Tudinho", foi e é, a melhor pessoa que escolhi para fazer isso comigo, porque ele compactua e quer por em prática (o que é mais importante), diariamente, tudo isso. Mais importante é manter essa decisão e mantermos Deus entre nós. Nosso Elo, nosso Professor, nosso Aconselhador, nosso Senhor e Pai disse:

Então o Senhor Deus declarou: "Não é bom que o homem esteja só; farei para ele alguém que o auxilie e lhe corresponda". Gênesis 2:18

Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e eles se tornarão uma só carne. Gênesis 2:24

Da mesma forma, os maridos devem amar cada um a sua mulher como a seu próprio corpo. Quem ama sua mulher, ama a si mesmo. Além do mais, ninguém jamais odiou o seu próprio corpo, antes o alimenta e dele cuida, como também Cristo faz com a igreja, Efésios 5:28-29

No Senhor, todavia, a mulher não é independente do homem nem o homem independente da mulher. 
1 Coríntios 11:11


Então...

Acima de tudo, porém, revistam-se do amor, que é o elo perfeito. Que a paz de Cristo seja o juiz em seu coração, visto que vocês foram chamados para viver em paz, como membros de um só corpo. E sejam agradecidos. Colossenses 3:14-15


💗

Crescermos Juntos - I

Parte 1

O objetivo é esse: Crescermos juntos. Em tudo que faz parte de nós e compartilhamos um com o outro. Isto é, tudo mesmo! Emocionalmente, espiritualmente, psiquicamente, em saúde como um todo, socialmente, lazer, profissionalmente, família e no amor.

[Falta alguma outra áreaCoachs, psicólogos ajudem... (Risos) Acho que essas são as áreas principais. 

Obs: Todo o texto foi feito apenas com base empírica. 

Continuando...]

Existem três tipos de relações de crescimentos - ao meu ver: Tem o que é de Crescimento Individual onde o propósito e mover maior sempre será do sujeito em si e esse cito primeiro, pois na vivência mesmo é a posição que ele deve estar; o Crescimento Coletivo que consiste em uma dedicação mútua para objetivos alinhados; e existe também o Crescer Juntos que é composto pelos dois e uma mistura de ambos. 

Complicado? Vejamos; para que fique mais claro... Exemplo: Profissionalmente. Escolho a minha profissão e invisto nela, o outro também, logo, as são dedicações individuais; porém há dias que - mesmo sem ele entender a especificação de coisas da minha área - precisarei de ajuda com alguma opinião, algum estímulo, motivação, etc; e há também o caso da cooperação surgir pelas áreas se complementarem no geral ou algum contexto pontual. Seja por uma via ou outra, cresce os dois, porque o bem do outro faz bem a si e alinham os caminhos que no final se encontram: desfrutar o melhor dessa terra estando e sendo um com e pelo outro.  

Mas afinal o que é o crescimento nas relações humanasDesenvolver inteireza, soma e multiplicação do que é bom. O que falta em um, o outro preenche ajudando de alguma forma para que se restabeleça a inteireza daquele que necessita; soma-se quando já está bom e pode ser ainda melhor na junção daquilo que é proveniente dos dois; e multiplica-se quando encontram juntos benefícios maiores para os dois, para outras pessoas e seus entornos... Crescimento mais abrangente. 

Ao tratarmos o outro com a medida que queremos ser tratados e querer que o outro alcance o que há de melhor, porque se ele chegar, só em chegar você se sente feliz de graça por ele, já é muito bom;  imagina, juntos... Ajudar a elevar, todos elevados, todos ganham... Satisfeitos. (Maravilhoso isso!) E então volta a lógica, se você não objetiva melhorar a si e nem estar querendo receber ajuda do outro, não há como haver crescimento no coletivo e juntos, pois o que tem são elementos subtrativos, por isso é importante que haja o crescimento individual primeiramente sempre. 

Crescimento é orgânico, contínuo, processo, progressão, jornada, movimento sempre. A cada chegada, um novo caminho se abre, melhor e mais interessante. Crescermos juntos vai para além de apoio. Apoio é uma via só... Dentre tantas formas. 

Para que haja crescimentos juntos devem existir propósitos, dedicação, perseverança, paciência, empatia, justiça, esperança, palavras bem ditas, ouvidos atentos, compartilhar-se, um objetivo em tudo que motive a ir pra frente e pra cima para alcançar e viver o melhor, sendo o melhor não somente de um, mas dos dois, ou de mais. Para crescermos juntos é preciso amor percebem? "Amor tratamento". Amor próprio e ao outro!

quinta-feira, 12 de julho de 2018

O abraço dele


Ah... Ele reúne todos os tipos de abraços e em inúmeros momentos! E eu amo todos. Ele me abraça dormindo ou para dormir (e é uma das coisas mais lindas)... Abraça-me quando estou lavando a louça; quando estou com frio (ou ele); quando eu estou com sono; quando estou triste, ou quando ele está; quando eu estou quietinha vidrada assistindo uma série ou filme; quando estou comendo; quando ele quer atenção; quando eu não quero abraço também kkkkk porque estou chatinha, de "TPM" ou, ele disse algo que não gostei; quando ele está envergonhado (e esse é muito  engraçado); quando ele quer que eu faça algo pra ele; quando a gente se beija e ele me quer mais; quando ele quer parar com as empolgações dos hormônios tem um abraço diferente pra isso também kkkkk; quando ele quer dengo (muito engraçado); quando ele está animadinho... Quando estou sentada em frente ao notebook projetando; quando está "pensando na vida" ou em "nada"... Quando ele não sabe como falar, mas quer dizer algo; quando está me ensinando e vendo eu jogar vídeo game... Quando quer imobilizar meus braços por saber que vou dar uns tapas ou, fazer cocegas porque ele veio mexer comigo; quando estou lendo e ele quer ficar comigo perto, deita e abraça minhas pernas... Ou seja, quando ele quer! E eu faço o mesmo.

Tem vezes (e são muitas) que eu chamo ele só pra abraçar. Tem horas que eu quero morar ali... E digo brincando: "Encontrei a posição, não se meche; vamos ficar para o resto da vida assim!" A gente cai na gargalhada, se solta e abraça de novo. Já houve aquelas vezes também, que ele me olha feio porque eu cheguei correndo e abracei "brutamente" por trás, quase deixando cair o que estava nas mãos dele e eu começo a rir... Muito menina. Tem outros momentos, que parece que queremos entrar um no outro, ultrapassar o ser de forma inteira, ao se abraçar intensamente. Ser dois, mas sendo um. Mas, subjetivamente é assim mesmo. 

Ah... É muito gostoso. Um lugar tão acessível, mas não menos especial por isso... Meu melhor abraço é com ele, porque ele sabe se expressar muito bem com eles, cada um com sua característica. As formas correspondem tão bem com as minhas, ou com o que preciso, que me encanta, que me deixa sempre bem ali... Naquele tal lugar entre os braços dele. Um abraço lar.  

Acontece alguns dias de, enquanto ele dorme e me ajeito pra sair, olhar pra ele amando e agradecendo; e como ele está dormindo e eu quase sempre em cima da hora pra sair, não dar pra abraçar... Então dou um beijo, um afago no cabelo e saio, mesmo sabendo que ele não vai nem perceber nada. E só pra sintetizar... Gosto de todos os abraços dele porque independente de quando e como, sempre há amor. 

"Vem cá!"

💗
P.s: vou colocar aqui o link do mesmo tema pela versão da Charlote de outro blog, assim que ela postar o dela 

sábado, 23 de junho de 2018

Ela e Eu por mim

Sim, ela ''é por mim" e eu ''sou por ela''. No que diz respeito ao apoio que somos e damos, a comemorar as alegrias da outra como se fosse a própria, a ser norte ou como ela diz ''a ser consciência" uma da outra, etc... Mas hoje decidimos falar uma pouco sobre nós individualmente, pelo nosso ponto de vista.  

Ela: Cabe toda em um abraço por ser pequena, baixinha; seu cabelo é repleto de cachos escuros e cheio de vidas; ela é negra, de um sorriso largo e olhos apertados quando tenta nos enxergar de longe; dona de um corpo violão... Flexível. Sim ela é muito flexível e esbelta! Desastrada; anda como se tivesse bem brisada, leve... Confiante. A cada passo um foda-se ao que é ruim e um sorrir para o que é bom no mundo. 

Organizada, ama listas; busca sempre estabilidade apesar da sua mente viajada e seu gosto por diferentes lugares e pessoas; gosta de colorir e de colorido; adora vermelho... Muita música, bem eclética, no geral as músicas que ouve tem sempre boas letras (ao meu ver). Ela é Aquariana, sim... A dona dos "Por que?'' "Mas, peraí...","Gente..." Questionadora, curiosa... Implicante? Mas é claro kkkk Porém, acho bem assertiva a maioria das implicâncias dela. 

Pesquisadora, vai atrás de mundos, visita vários deles e de diferentes formas. Leal. Ela é muito leal, protetora, estimulante, sonhadora, de conversas infinitas, mas não cansativas; sincera, extrapola vez outra e eu fico impressionada como ela que gosta tanto das palavras, e ás vezes joga umas como vem de supetão em sua cabeça. Mas ela age com amor, tem muito amor no que ela é. 

Parece tímida para alguns que não a conhecem tanto, discreta no seu ser, alegre, esforçada... Inteligente; super profissional, super amiga, filhona, irmã-mãe e namorada companheira, amorosa (diferente de fofa kkkkk isso ela está aprendendo agora) e o mais, o boy dela que deve dizer. 

Ela é complexa mas gosta de simplicidades, ela é assim... Mar. Que acalma ao ouvir, cheia de onda, ou leve dependendo da hora que você for visitar; intensa e vasta.  

Eu: Ixi kkkkk Detalhista, bem comunicativa... Perceberam, né? Intensa, amorosa (posso dizer isso de novo?), cheia de amor kkkk, humorada, observadora, calculista, indecisa, investigativa, acolhedora, dorminhoca, ciumenta, desastrada, exigente, diplomática, discreta, cristã, risonha e é isso. 😄 

P.S: O texto na versão dela 

Variações do mesmo tema

Olá! 😊 

A partir de hoje estarei alimentando esse novo marcador compartilhando temas com a Charlote Rezzani do Páginas de um diário real. O intuito é sabermos como um mesmo tema pode ter ângulos diferentes vindo de pessoas tão próximas, com a mesma idade, nascidas na mesma cidade e com muitas harmonias entre si. Cada uma tem suas particularidades e ideias bem próprias, nesses textos mostraremos essas; sem disputa! Que fique claro. (Opinar, admirar a visão do outro, ver por outro ângulo, trocar experiências, discutir...  Acrescentar e crescer.)

Regras: Títulos iguais; não haverá muita conversa prévia sobre os assuntos, só poderemos ler os textos ao serem publicados simultaneamente e o link do texto da outra será posto nos comentários.

Sempre será uma surpresa! Espero que gostem... 

Compartilho: Ótima leitura a todos, ótima escrita pra nós! 

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Adulteci

Eu já estou neste mundo há duas décadas e três anos, para alguns, sou ainda muito jovem, para outros, uma adulta formada. Para mim mesma, uma perdia entre isso aí.

Meus objetivos giram em torno de estabilidade e não mais: ir para um show da banda que gosto, fazer uma viagem com as amigas, tomar um porre, conhecer um amor, viajar com ele, me formar, comprar e ler vários livros, assistir filmes com bastante frequência, ir pra academia, tocar violão, fazer teatro, dança, pintar e desenhar, ganhar dinheiro para comprar coisas que alimentam vaidade (ir à manicure, comprar roupas novas, bijuterias, etc) e pagar meus lanches e saidinhas. Isso já passou, pelo menos, não é mais o foco. Já fiz tudo isso aí e algumas coisas ainda gosto de fazer vez ou outra. Mas essa simplicidade não é mais a regra!

Meus interesses são outros já faz um tempo, eu gosto de ir ver móveis nas lojas, adornos pra casa, ler Dicas da Suely, Tríade do Tempo, Como se organizar em 1 minuto, Morando Sozinha, Dinheiro o segredo de quem tem, Virada financeira... Fazer tabelas de orçamento, comprar utensílios pra cozinha, imaginar como posso arrumar e decorar tudo da melhor forma! Trabalho pra pagar as minhas contas (plano de saúde, despesas com a casa, curso, dentista... Algumas roupas, coisas parceladas, etc). Móveis planejados (projetados por mim) na cozinha é um dos sonhos de consumo e por aí vai. Minha profissão influência muito, eu sei, como Designer, tenho a tendência a querer tudo isso, mas não é só isso, são as responsabilidades, a independência e os gostos que vão mudando, aliás os objetivos. Aprecio a seção de utensílios domésticos e decorativos como uma criança numa seção de brinquedos. O meu mundo Disney é na verdade uma Leroy Merlin.

Já faz alguns anos que eu pensava que ao chegar na idade que hoje estou, já estaria academicamente formada, com um bom emprego (empresa ou o meu próprio escritório), casada, morando no meu apartamento com móveis planejados; um jardim em casa, ou algumas plantas na varanda e um cachorro; um carro financiado (pelo menos); comprando tudo que preciso e alimentando a minha vaidade; viajando bastante, e me organizando para iniciar outro curso. Mas como estou: (?) Fiz um curso técnico e um tecnólogo (me graduei), faço especialização na minha área de design de interiores, não tenho escritório, nem emprego fixo, trabalho (ministro aulas - minicursos, e faço projetos de ambientação e edificações) mas com frequências variáveis; moro junto com meu namorado e a família dele; num apartamento alugado (lindinho, devo confessar; e já tem móveis projetados na cozinha); os móveis do nosso quarto são ótimos e compramos exatamente o que queríamos (amém), tenho uma bicicleta que minha avó me deu quando ainda adolescente, a única planta na varanda é uma suculenta barata e eu não tenho muita previsão de quase nada para além disso.

E a estabilidade onde está? Vejo de longe e quando vejo. O caso é sério.

Hoje eu continuo querendo tudo aquilo que eu achava que já teria; e além disso ao escrever sobre o que não é mais objetivo, vejo o quanto fui feliz antes de adultecer, o quão chato (no mínimo) é as cobranças de nós mesmo, da família e do tempo para que conquistemos coisas, para nos posicionarmos, para sobrevivermos! Quão difícil tudo isso é (conquistar e lidar com a falta de quando ainda não conquistou). Os meus pais na minha idade já tinham tudo isso e até filho sem nem precisar se graduar! A realidade era outra e como era...

Nossa geração está repleta de informações, formações, variedades, rapidez, futilidades, superficialidades nas relações, tentativas de organização, instabilidades, desesperos, impulsos e ansiedades. Uma geração do Agora, tentando fazer uma base para o depois, suando perdidos, em nossos próprios objetivos, sempre em busca de algo que custa muito a chegar e quando chega, vem a luta para manter. 

Hoje não se pode viver mais sem a tal meta, tabelas, missões, cálculos diários, comidas feitas e ingeridas rápidas, cursos, gerenciamento de tempo, agenda, internet, celular e outras tecnologias. Mais do que qualquer outro período, as informações e vida são atualizados em pouco tempo. Sim, é uma loucura, é árduo e doloroso adultecer. As vantagens estão na independência de ir e vir, mas receio que essa esteja disfarçada diante de tantas obrigações.

Uma luta diária e interna a cada santo dia é praticamente estabelecida e o que não está programado minuciosamente é perdido. O que ainda nos salva é a simplicidade das imprevisíveis belezas do dia, dos lugares, das músicas, dos encontros amigáveis, dos sorrisos e fé que Deus nos dá. 

(Ainda bem que sabemos que Deus existe e nos presenteia tanto com simplicidades!)

domingo, 21 de maio de 2017

Solidão... que nada!



Já vivi isso com a mesma pessoa que ainda estou. Posso afirmar que o meu era bom! Como assim? "E essa vontade de estar junto e não poder? A falta do cheiro...Do toque... Eu sou feito de carne, de pele... " Ah! Como isso era compensado ao se ver! Era uma dor gostosa que trazia bons e lindos escritos, repentinos ou uma dedicatória pelo dia, que trazia sonhos, desejos fortes e criatividade para arranjar tempo, lugares, dinheiro ou qualquer coisa que fosse preciso para se ver.

Durantes os dias da semana, a liberdade de ser quem você já era antes de entrar na caixa do namoro onde algumas atitudes podem ser julgadas; o alimento e ânsia de se ver e fazer toda uma preparação para quando sabe que o tal Amor vai chegar.

Sim é bom... Receber sem roteiros uma conversa prévia ou coisa parecida, um beijo mesmo que seja por mensagem. Ouvir aquela música e cantar sentida, lembrando, mandar pra o outro e alimentar essa loucura. Idealizamos um bocado e vivemos um romance como início de namoro por mais tempo.
Você aprende a por limites mesmo sem o outro estar, a respeitar sem estar na presença; você descobre também as suas fraquezas e limitações, ou do seu relacionamento, você exercita dialogar (porque o que se tem naquele momento são palavras); você descobre mais do intelecto e coração do outro; dentre outras tantas coisas.

Quando o relacionamento não se acaba por isso, fortalece para que quando haja o encontro, a frequência, o convívio, se valorize mais. Mas isso depois de um tempo pode ir se dissipando... Então, vale lembrar e alimentar com outras coisas também.

Por outro lado, o relacionamento pode acabar, quando você começa a conviver e ver que a realidade sem saudades perdeu as suas umidades que tanto gostava e que tantos outros aspectos não pesavam; há um choque de realidades. E aí você pondera, pensa e equilibra pra encontrar o que realmente o companheiro é e o que você quer. 

Mesmo que seja com a mesma pessoa, percebi que foram relacionamentos diferentes. A distância, a frequente presença e depois disso, para ser distante novamente... Como é difícil! Sim é o mais difícil! Porque você já teve ali e agora não mais! Mas se o sentimento for grande mesmo... Volta: "uma dor gostosa que trazia bons e lindos escritos, repentinos ou uma dedicatória pelo dia..."

P.S: E as discussões e brigas por carência, desejos, costumes e inseguranças voltam também. Porque nem só de amor é feito o homem, mas de complicações também. 

sábado, 20 de maio de 2017

A vida é zueira

Vamos seguindo, lendo, estudando, conversando, listando, organizando, unindo fatos, observando, convivendo... E temos idéias, suposições e até tiramos a tal conclusão. Mas aí vem alguém que faz a sua teoria se inverter na prática (minha nossa, virou um troço! /Quem não conhece que compre / Você está fora dos meus padrões, vem cá que meu coração gostou de você...) , descobrimos os detalhes daquilo que já estava organizado e nisso você constata que não sabe no fim das contas de quase nada (progressões de signos é sério isso produção?)! 

"Eu não faço isso!" "Segredo nosso... Eu nunca fiz isso antes, mas agora..." 
"Bom dia!" "Não, pera..." 
"Cara chato!" "Amo você..."
"Se fosse eu faria assim:..." Sendo eu: "Eita porra! E agora?" 
"Tudo caminhando nos conformes..." Notebook durante 1h: "Atualizando... 5%" 
"Vamos?" "Acho que não estou no clima..." "Puts!! Foi ótimo!"
"Precisa - se de planejamento, foco." Ok, fala isso pra o meu lindo coração, fala isso para os meus desejos que estão lá no tal do id; diz isso para os hormônios; para fluidez, para o natural, para as conspirações e energias... convence vai!

Não temos o controle de tudo, mutáveis somos nós e nossas formas. Eu até tentei, me colocar em caixinhas astrológicas pra começar a me entender e consegui um tanto, os nortes; mas não se fecha e não define alguém, somos além e mais que palavras; somos progressivos (sejamos, não é?).

Quando achamos que sabemos algo se olharmos cada vez mais próximo, abre-se mundos diversos e infinitamente mais profundos. A cada assunto, um novo universo. Tem dias que vamos sozinhos e há aqueles maravilhosos que levamos alguns curiosos como nós e então as conversas são verdadeiras viagens.

Tenho umas amigas viajadas, viajantes... Num passeio hoje veio uma conclusão ótima e esclarecedora: "A vida é zueira e nós somos pokemons". Kkkk Mas é sério.

P.s e obs: Não fumamos nada. Foi uma conclusão, uma pausa, mas as viagens continuam. 😜


quarta-feira, 3 de maio de 2017

Quando as estrelas se alinharam



Nós, durante anos, convivíamos todos dias, éramos de grupos diferentes algumas épocas, depois de um mesmo grupo ou grande grupo. Éramos como uma família (sim estou falando de tempos de escola daquelas do interior que a gente acompanha a vida do outro, ver crescer ali, junto e do lado). As brincadeiras, as formas de nos expressarmos, os primeiros rolés, o riso frouxo, o assunto que era de três e vira de vinte, trinta; as músicas, os fones, os estudos, os sonhos, as dúvidas, as suspeitas, os segredos, as revelações, os lanches, os poucos e os muitos;  os cabelos, as formas de nos vestirmos, as dificuldades, os encontros, na casa de quem, a primeira vez que (qualquer coisa)...; o rosto cansado pela manhã, o sono, o frio, o calor, o silêncio e o assombro... Mudando, se misturando, se transformando com os anos... e nosso pré, o choro diante do que não seríamos mais, o "nós" como sempre, desde um tempo de infância até a nossa adolescência, fomos. 

"Cadê os contatos? Mora em outro lugar, o telefone mudou, a rotina, o trabalho, falar de quê? Eu ainda não cheguei onde queria e tanto falava; e eu mudei tanto; ah eu não mudei nada'... Músicas? Marcar um encontro, tah... Mas é pra que? Pra se ver e falar sem roteiro. Ok... E se for chato? E se a gente descobrir que não vamos bem? Melhor ver pelo face e instagram as novidades. Ela tah bonita. Ela vai se formar... Como ela mudou... Ela se formou! Que linda. Ainda namora ele. Voltou a namorar com ele!... Cadê o cachorro dela? Opa... Onde tah morando? Com quem... Será que ela tah bem?" 
E então nos encontramos. Colocamos os papos em dia e sabe o que descobrimos? Balela! É a mesma coisa em outras formas, somente. Sim! A gente flui queridas! Ótimo. 
... Mais tempo... sumimos! Esbarramos no ônibus e aí: a mesma coisa, boa de sempre! Em nossa amigável comunicação. E assim aconteceu durante vários momentos; algum dia que marcava dava certo com algumas, outras vezes coincidência, etc. Até que uma ideia: E se rolasse como nos velhos tempos que tudo era desculpa para nos encontrarmos e se divertir, rolasse um aniversário surpresa? Dois coelhos numa cajadada só! Perfeito! Comemorar o niver da amiga (que agora retomamos o contato e estamos muito mais amigas porque resolvemos rasgar nossos pensamentos e corações uma pra outra porque os ouvidos, conselhos e risadas são muito bons!) e reencontrar as outras! Uma desculpa :) feita e perfeita!

Tcha! Descobrimos algo... Queridas... Na organização no meio de bexigas pra encher, carne pra cozinhar e papos durante a festa dar certo, algo grita em comum!! Signos...Oi?  Mapas... calma aê... Isso não é assunto para um dia! É para dias... Um grupo no whats já! E lá vai. Não foram dias, estamos pra lá de semanas, já fazem meses e esse assunto nos ligou novamente. Voltamos a estudar juntas, quem diria? Uma fisioterapeuta, uma enfermeira, uma psicóloga e uma designer de interiores achar algo tão comum em ser incomum! Queremos nos entender mais... Sem preconceitos, recorrer aos astros também, por que não? Aprender, conhecer, ver como lidar e até rir do que descobrimos de nós mesmas ou de outros! 

Eu tenho o signo delas em mim. Em ascende e lua, será que não diálogo bem nesse meio aí? Hahaha
Sensíveis, imaginativas, inteligentes, questionadoras, justiceiras, profundas... Sinceras, engraçadas, desastradas, chatas, carinhosas, comunicativas e atenciosas. Nós conseguimos ir além. Quando vamos ver, já estamos longe, para além dos astros e quem não acompanha? Só se chegar um tanto depois. Mas é só fazer uma leitura dinâmica nas 300 mensagens e já se encontra, opina, dialogá, indaga, dar força, ou mesmo aconselha a parar com os exageros e rimos, nos divertimos, nos lamentamos e nos consolamos.

Sim temos uma linguagem própria, um dialeto astral que só "nós"entendemos. As estrelas aqui se alinharam entre curiosidades e estudos, astros, signos e amizades. Descobrimos na astrologia apenas um meio, para falarmos do que realmente nos importa: As pessoas. Porque todas pessoalmente ou profissionalmente quer saber: Quais são suas características, suas dores, seus desejos, as idéias que pulsam mais, o que quer transmitir, o que fazer para viver melhor? Tudo isso em relação a si e ao outro. Enfim, em fim... 

Amigas, astrólogas, lindas, curiosas e humanitárias. 

P.s: Grata por ter a amizade de vocês, amigas! "Ao infinito e além!"
 😆💖💖💖

terça-feira, 4 de abril de 2017

Amor, humor e paciência


Quando a gente entra em um relacionamento o que queremos? 

Queremos alguém que enxergue quem realmente somos em firmezas e fraquezas, em intelecto ou ingenuidade, em carinho ou chatices e que ainda assim, nos achem incrivelmente interessantes (por dentro e por fora) para se estar, para se compartilhar, para nos escutar, enxergar, viajar por um mundo paralelo porque simplesmente, não só consegue acompanhar, mas que deseja ir junto também! Para além disso que fala de uma aceitação, respeito, reconhecimento do outro e alimento para o ego; desejamos dar aquilo que queremos sem medidas e recebermos do mesmo modo; ter e ser porto seguro de alguém. 
...
Sim, tem as outras tantas coisas mais objetivas como, suprir as necessidades do nossos queridos hormônios, da nossa convivência social (interagir bem com a família e amigos), construir uma vida com padrões mais confortáveis e ter uma pessoa que estará ao seu lado para ajudar e estimular a isso. 

Mas o segredo para manter isso? Continuar com isso...? Não é tão somente gostar do outro. Tem que ter mais ingredientes fundamentais, tem que ter humor, sorrir da situação mudando o olhar em relação a essa e mostrar esse olhar ao outro, desarmar; se divertir com ou sem motivos aparentes, porque rir ainda é um maravilhoso remédio. E para dias ainda mais difíceis, ou para as picuinhas malditas dos nossos achismos, do nosso egoísmo, do nosso estresse, das palavras ditas num impulso, do não dito, do não feito e dos maus feitos, paciência.

Paciência pra ver o outro se comportando de forma infantil, com birra e/ou implicância e não deixar ele envergonhado ou irado ainda mais ou, julgá-lo definitivamente por tais exageros naquele dado momento; paciência para não sermos ridículos entrando nessas vias do mesmo modo; paciência para lidar com o que é contrário ao nosso desejo e tranquilidade; paciência para quando o outro tiver com visão distorcida por inúmeros motivos; para os mal ouvidos, os mal entendidos e para os dias que parecemos não falarmos a mesma linguagem; paciência para ver o outro passando por algum momento difícil por terceiros e você não aconselhá-lo ou ir brigar com os outros por raiva querendo defendê-lo; paciência para orientar, para falar pouco ou calar; para saber cortar os excessos e para reconhecer que tem dias que somos exatamente tudo isso que criticamos e que é a vez do outro nos dar a tal. Paciência para esperar crescer no tempo que é de cada um; paciência para não deixar morrer o que vive dentro de si e o que sentem na união de um com o outro; para não dar nó no nós; para se fazer laço firme e singelo numa fita só.

Mas em nome de que vale essa paciência toda? Amor. Respeito ao ser e em nome da escolha que fizemos um dia, ou a cada dia, em querermos e julgarmos aquele a qual fazemos par, o mais adequado para conviver em um mundo de beleza e confusões. Onde não há perfeição e concordância todos os dias e jamais, em verdade, haverá com qualquer um outro. (Lembrar disso)

Relacionamento a dois tem como objetivo (pelo menos deveria) amar e equilibrar. Opostos anulam a equação, equilibram. Se complementam. Um é mais expressivo nos carinhos, um fala mais e outro menos, se um é ou está sendo impulsivo o outro pondera e vice-versa; uns tem mais tendência a algumas coisas do que outros. Mas vale lembrar, o calmo também se irrita e explode, nesse momento o explosivo vai ter que explodir de paciência nessa hora. E nessa circunstância é que entra o "Jesus na causa" e faz milagres em nossos corações.

Equilibrar ou pelo menos se empenhar. Sejamos convictos que em um relacionamento se dar, se aprende e se ensina, dentre tantas coisas mais. Se não houver os três ingredientes fundamentais (amor, humor e paciência), não há um motivo real para ficar onde se está. A via é dupla, não contrária ou mesmo solitária. Não somos inimigos buscando a verdadeira razão, somos companheiros, esqueceram? Somos um inteiro formado por duas partes, não de metades, mas de particularidades diferentes, somos fusão e escolha. Devemos se fazer entender... O que queremos quando começamos um relacionamento tem que ser reafirmado, dito, escutado e ampliado. "O que queres hoje? O que falta? O que basta? O que podemos fazer com o que queremos? O que podemos fazer para ainda sermos nossos melhores amigos, cúmplices e companheiros? Para somarmos em nós mesmos, sermos um?" Ser franco ao responder, pois não há adivinhações apenas suposições, precisamos de orientação. 

Mas o amor é louco também, devo dizer, é que tem dias que amamos somente a nós mesmo. E se amamos tanto assim a nós mesmo por qual motivo não aproveitarmos isso e sermos o melhor que podemos ser? Ganha-se por consequência, o outro, porque gostamos do seguro, de admirar com quem se está para amar melhor e ser grato. E para aqueles dias que precisamos da nossa solitude, aceitar que precisamos, avisar ao outro sem ressentimentos, porque o primeiro amor deve ser o próprio, sem arrogância e exclusões, é simplesmente por cuidado mesmo, cuidarmos de nós mesmos. 

No fim das contas, apesar dos princípios e objetivos ditos, queremos um só: Atenção para nos reafirmarmos e nos refazermos com a certeza que tem alguém ali para nos amar e podermos fazer o mesmo apesar de.