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sábado, 23 de novembro de 2019

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Meu coração azul (já não pulsa mais)...

💙 Eu fui rever as nossas conversas escritas, pois é, ainda não apaguei, porque queria rever tudo antes de apagar. Como se apagar os vestígios fosse apagar a história em si, mantive. Para analisar como eramos, por qual motivo passei a gostar, por quanto tempo foi fluindo e era bom, como foi, porque foi acabando... Pausar, investigar como aconteceu. E ao ler, eu ria, e rindo eu descobri, foram os risos que fluíam fácil, foi o bom humor principalmente que me conquistou. A comunicação; ele sabia me ler. 

Lia a minha espontaneidade, a minha timidez, a minha graça, a minha loucura, a minha "fofura", a minha tristeza e dúvida; a minha ousadia e lia bem, a minha "zoeira". Ele captava exatamente o que eu queria expressar desde o primeiro dia, ele sabia me ler como se me conhece muito ao ponto de não não pedir explicação, ou dar confusão. Quão me conquistou isso, sempre. Além disso, ele sabia como me responder, até o dia em que ele decidiu se afastar de mim, fui ficando sem saber como me expressar, se tornando estranha, mas ainda assim ele se afastou me respeitando. 


Fica as lições, mas até que enfim está indo embora do meu coração... Eu gostava tanto da gente, eu jurava que a gente seria nós, agora já começo a nem lembrar (a menos que me esforce), nem devanear mais com ele. Já era hora... 

Finish do meu coração azul.



Morais da história: 
Ele me mostrou o quanto eu poderia achar alguém próximo do que eu queria, o quão idade a menos não tem nada a ver; o quanto alguém com bom humor pode esconder uma vida estressante, com traumas, com tantas dificuldades e medos; o quanto rock é legal e que tem vários tipos, o quanto um cara pode ser fofo e divertido, sem ter uma gota de melosidade; e que a gente pode gostar de alguém e ao mesmo tempo, não está ou sentir preparado, deixando simplesmente passar.



sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Raiva de gostar

💙Eu sinto raiva da tua falta que insisti em ser a coisa que vem ficar. Quando eu te vejo, sinto impulso de dizer... "Baby!..."  Sinto falta de meu sorriso contigo, que sempre aparece, sempre quando eu estou e sou com você. Nem eu sabia que gostava tanto até os dias me falarem isso, até estar com outros e lembrar de você, o querendo como "substituto", veja só baby, eu te falei... "Estou ferrada." Afirmo aqui baixinho... Ainda estou. Eu estava satisfeita! E você me tirou a satisfação de sermos algo de algumas formas. Que injusto. Jogar fora o que sentimos se achamos pessoas no mínimo legais para receber. 

Hoje lembrei de você dizer: "Eu já gosto de tu." e mais raiva eu tive desse detalhe! Minha expressão é de raiva mesmo por deixar de viver algo que queria, com quem queria; que queria conhecer mais; raiva por você dizer que gostava de mim e mostrar distancia depois de um tempo, não querer mais diante dos seus tantos receios. Só faltou uma coisa na relação, só me incomodou uma coisa: você não escolher sermos nós.  

Eis que depois disso meu coração agora se voltou para outro, que para minha sorte é outra pessoa fantástica e dedicado a esse novo nós em que me pus com ele. Mas ao invés de você simplesmente sair, ainda preenches com a falta latejante. 

Raiva!! Passe... Passe de mim para um vazio, sem lacunas, sem faltas. Apenas passe e leve consigo TU Baby, embora. 

😓





terça-feira, 14 de novembro de 2017

Se esvaindo

💙Estava bonito. Experimentava eu não querer mais ninguém. Porque não havia motivo algum de faltas, a não ser saudade. Até que, do mesmo modo que chegou rápido e estava nos meus dias, foi também se esvaindo em rotinas de ocupação, começou a faltar tempo para um simples "oi". Tentei ficar puxando pra perto, abraçar para que lembrasse o quanto é simplesmente bom; e funcionou, mas eu cansei de apertar o laço para ficar firme. Porque já estava mais sendo só eu. Lamento, pelo que podia mais ser; porque é/era (não sei bem do presente) muito bom.

Estranhamente confortável, eu não sentia, não imagino apresentando ainda alguém a minha família, trazer de fato para meu convívio e vida, eu só queria/ quero no momento estar. Ficar com. Ficar bom.

... Depois de um relacionamento longo, depois desse curto e intenso, (mas que pra mim, melhor se encaixava e está nessa lacuna), com vários que me permiti conversar nessa intervalo de nós ao não me permitir nem de leve sofrer ausência, sinto que não combino mais com o anterior, com ele, ou com qualquer um.

Só.

Ele

05 do Tinder


A gente foi ficando tão íntimo... Ganhou-me na insistência em ficar, querer cuidar e saber expressar o que realmente quer. Objetivo, sensível, cuidador, respeitoso e ousado. Nem o conhecia pessoalmente, mas já queria dormir com ele; leia, dormir mesmo. Eu até então, só em conversar não tinha pensado nisso com mais ninguém. Nem dividido a minha cama eu tinha, com mais ninguém a não ser minha mãe e irmão quando foram me visitar. O desejo foi dos dois. Mas vamos nos encontrar numa livraria, sair pra comer... Esse era os planos até que... Queremos se conhecer logo; vamos fazer assim, a gente se conhece e depois decide se vai dormir junto. Ok.

Fui demitida no dia do nosso encontro. Desorientei, demorei pra decidir algo; decidi tarde; cheguei tarde em casa; mas resolvi que ele fosse, pra eu não ficar pior. Ele foi, lá pra o supermercado extra próximo a minha casa; ele não conseguiu ligar pra mim quando chegou, eu liguei para o namorado de uma das minhas melhores amigas com o mesmo nome que o dele na doideira; depois liguei pra ele, havia chegado e fui até lá buscá-lo já pra vir a minha casa (deixei o vizinho de sobre aviso)... E ele também, que trouxesse roupa pra dormir. 

Pedi desculpas pelo atraso e já fui beijando ele, como se o conhecesse e dissesse: "Desculpa amor!" Fomos pra casa... Dormiu um dia, dois... Não nos vimos um dia; foi de novo, dormiu mais dois dias e eu não queria mais que ele saísse da minha vida. 

P.S: Postando no dia do nosso primeiro encontro.




sábado, 11 de novembro de 2017

O turco

04 do Tinder


Um fim de semana na cidade capital que eu resido, apenas isso ele iria ficar. Não deu para sair ontem porque cheguei tarde depois do cinema e estava muito cansada, então hoje. Mas hoje pra almoçar eu não esperava! Ele quis me ver logo. Ok, daria certo depois do trabalho que seria até as 13hs e chegou cliente logo em seguida. Atrasei... No atraso, pensei, "não estou apresentável", não esperava me encontrar com ele agora a tarde, preciso estar... Plena! 

Resolvi dar um desculpa que eram os clientes demorando, fui ao shopping comprei uma blusinha maravi, uma sapatilha nova, renovei a maquiagem e o perfume, fui de uber pra não chegar suada. Agora sim, plena. 

Ele me esperava em outro shopping perto da pousada que estava, fui ao encontro dele (que charme... Que lindo), rimos e conversamos pouco e já fomos andando para um restaurante, porque o foco agora era: comer! Hora de almoçar, nos conhecermos, falarmos de comidas que tem aqui e lá na Alemanha (onde ele mora atualmente); provar a tal da macaxeira que concluiu que pra ele tem gosto que lembra pão de queijo; e explicar ao turista algumas coisas... Tipo, que uma palavra aqui no Brasil tem inúmeros usos e significados. Ex: Cacete. Pra quê esse exemplo? Não sei de onde... Mas foi esse. 

Diálogo resumido. 

- Cacete: Pedaço de madeira. 
- Pra jogar pra cachorro pegar? 
- Maior. Mas as pessoas usam como uma expressão também. Para xingar e no sentido pejorativo [Esqueci de briga também].
- O que é xingar? Sentido o que? 
- Xingar é... Shit! O outro sentido é sexual pra falar do órgão. 
- O que é órgão? 
- Ai Jesus... Vamos ao Google; Imagens... Órgãos é tudo isso, cada um é um órgão (dizia eu apontando para uma imagem do corpo humano), e isso aqui é um cacete como chamam vulgarmente. Eita, como chamam sem ser o nome na ciência. Vou tentar falar mais fácil.
- Eu... Não saber porque, cachorro, cacete, pessoas... Você não sabendo dizer. O que tem a ver? Por que cacete, órgão?  
- Quando estão querendo se referir a um órgão quando ele tah legal. Madeira. Cacete. Olha... Não fale essa palavra! 
- Ah! Entendi...! 
- Pois é... E o que tem a ver tudo isso...? Que aqui uma palavra pode servir pra muita coisa, só. 

...

Depois fomos a saga de um adaptador, que ele custou para aprender o nome. Nada. Sentamos em um banquinho, conversamos, nos beijamos [não houve beijos ruins nessas histórias, pelo contrário, maravis]; chamou para ir a pousada, fiquei com resistência, mas fui... E... Foi. Foi ótimo. A não ser pela enxaqueca tremenda que ele estava o dia inteiro e piorou. Usamos um vaporizador de uva, que fiquei na dúvida se tinha maconha, pegamos um ônibus e fomos para outro shopping, tomamos sorvete, rodamos atrás desse adaptador, conhecemos uma menina engraçada que vendia açaí no shopping (agora tenho ela no insta) que perguntou se eu sentiria saudades dele, a quanto tempo conhecia e nós: 3 dias no máximo, pessoalmente hoje e não sentiremos kkkkk, resumindo; ele conheceu vários sabores, achou péssimo pagode; ótimo de memoria e foi isso. Hora de ir para casa. 

Fomos para pousada pra de lá eu ir para casa; meu uber se perdeu; e tivemos que chamar outro, enquanto isso conversamos. Descobri que ele era muçulmano e quase saio correndo; que beijou aos 21 anos (27 atualmente), que nunca namorou, porque namorar é pra casar e se apaixonou duas vezes, demorou pra pedir e depois não deu certo. Deve-se olhar tudo antes, disse. Falou um pouco dos critérios: como come, como com família, como trabalho, etc. Meu outro uber chegou, nos despedimos, falamos antes de dormir. No outro dia de manhã antes do voou, alguns dias depois sobre um sanduíche turco que comi e só. 

The end. 

Morais da história: 
Já saia de casa, produzida como se fosse plena (ter uns cosméticos na bolsa ajuda muito e dinheiro também).
No Brasil tem que vender um tal adaptador.
Eu sou doida por sair sem conhecer alguém direito assim, ele poderia ter uma bomba!
Namorar é pra casar; analisar bem antes de namorar.

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Os contatinhos

01, 02, 03, 04 e 05 do Tinder - Situando 

01 Coração azul:  Stand-by.

02 O carinha do Extra: "Ei, bora pra o Rastapé?" Quase que eu digo sim, mas trabalho no dia seguinte logo cedo, acabei de chegar do cinema; e irei me encontrar com o Turco (04) amanha. Foi um dos primeiros "nãos depois de tanto tempo."

03 O cara da coxinha: Fui assistir o filme de Thor com ele. 

04 O turco: Conversando com ele... Estando ele em Lisboa a negócios; estava na saga de encontrar algo pra comer tarde da noite e conhecendo também a cidade. (Não conheço pessoalmente ainda)

05 Ele: A conversa tão sucinta, de expressões curtas, passou a ficar mais interessante e a vontade de conhecê-lo pessoalmente aumentou.

O cara da coxinha

03 do Tinder


Ok... Mais um selecionado. E a foto mais linda dele era segurando uma mega coxinha. Conversando com ele... Que cara maluco! Pedia desculpas formalmente pelo horário que falava comigo, gargalhava, mandava áudios engraçados, errou meu nome 5x, me convidou para tomar um sorvete tipo... Hoje, do nada. Por que, não? E acabamos assistindo o filme de Thor! 

Dono de um sorriso enorme, um jeito de menino, carinhoso, mas vidrado naquele filme; e ria, nossa como ele ria, sem a menor vergonha de ser até engraçado. E nos abraçamos, quase nos beijamos, mas era Thor que estava passando, neh? Parar de assistir pra beijar? Não! E então o filme acabou... Falamos da faculdade, dos cursos, das escolhas, de relacionamentos, do quanto ele era vivido, o quanto bebida não fazia bem e comer é mais vantagem; das moradas; do cansaço, dos isolamentos no quarto pra ver série, das dedicações... E eu o ouvi bem, e gostei disso, aquele sorriso de menino desapareceu mais, e a maturidade apareceu; e o cansaço também (viemos da faculdade e do trabalho para assistir esse filme) já estava chegando a hora de irmos.

Achei interessante uma coisa que ele falou, que a mãe disse: Devemos correr na vida. E não andar atrás do que queremos, porque se tropeçarmos andando, acharemos pouco, vamos observar, mas depois relevamos, deixamos pra lá, e até esquecemos; mas correndo não, a queda é grande! Dói e vemos exatamente o que nos parou, não passaremos mais por ali, nem por algo parecido, porque sempre nos chamará bem a atenção. 

Nos despedimos. "Depois marcamos algo..." Nos falamos ao chegar em casa, e depois disso... Ninguém mais se falou. E olha que foi bom o encontro, mas vimos que só seriamos colegas mesmo. 

Morais da história: 
A analogia que a mãe fez. 
Não precisei ficar com ele para me divertir. 
O filme é muito bom mesmo! 
Tem muitos colegas legais "perdidos" por aí. 

sábado, 4 de novembro de 2017

Falei que gostava dele

💙Quando estive com ele meu coração se acalmou, meus pensamentos ficaram brandos e quando falei que gostava dele, ao invés de me sentir presa a ele, experimentei a liberdade da plenitude de dizer e sentir isso apesar de qualquer coisa. Fazer e ser conforme o meu desejo. A resposta: Abraços que me enlaçaram inteira. Inteiramente Eu.

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

O carinha do Extra

02 do Tinder


Feriado novamente e cá estou... Sem fazer nada, com o coração azul se distanciando, ocupado. Resolvi voltar ao tinder e falar com um que estava na "geladeira". E eu estava tentando não falar pra que houvesse uma exclusividade, estar só com um... Respeitar. Os outros pra mim não faziam mais sentido.
Comecei a conversar... Passamos o fim da manhã e à tarde inteira. Rimos muito, contei algumas doideiras de experiências. Ele curioso, questionava e me deixava a vontade pra falar. Disse até que era tímido pra uma conversa fluir, mas a nossa estava dando certo.
Chegou o fim de tarde e...:  "Mas você mora onde mesmo? São 3km de distância, é bem perto..." Eu: "Perto do extra" e ele respondeu, que também. Como eu não iria informar a localização da minha moradia ele falou o condomínio dele e eu conhecia porque era em frente ao de uma tia minha e então disse a ele: "já fui a pé pra um condômino aí em frente", ele: "então é perto mesmo!" "Meio caminho pra você e eu, o supermercado extra, um lugar romântico pra gente se encontrar". A gente riu e falou um pouco mais... Até que eu brincando falei: "Você vai comprar os amendoins para acompanhar a tua cerveja que você já está tomando e eu, para comprar um vinho" "Topo! E então a gente senta nos banquinhos do extra? Mas tu vai tomar vinho quente? Como vai ser isso?" "Eu não pensei depois disso..." "Então vamos mesmo? Vamos lá pra casa e você conhece o pessoal que mora comigo também" "Tem área de lazer no teu condômino? Acho melhor..." "Sim" "Bora... Daqui a meia hora no extra".

Lá estávamos após 30 minutos... Ele naquele corredor com os amendoins na mão, eu sorrindo pela situação cheguei. Escolhemos o vinho, alguns salgadinhos, compramos e seguimos andando para o condomínio, rindo, falando de plantas, gatos e cachorros.
Conversamos bem, bebemos e comemos o tempo todo também, derramei vinho na mesa e em mim, levantei e fui me molhar, me limpar no chuveiro... Soube muito da minha vida mais do que que da dele. Só pegando cervejas pra ele e enchendo minha taça de vinho. "Já devo ter bebido mais de meia garrafa... Pelos meus cálculos, essa taça deve ter em ml umas 200ml então...Pelos efeitos do meu corpo". Eu, bêbada calculista e sincera, falando tudo que ele perguntava com detalhes, ele atencioso... Observador.

Olhava o jeito que eu mexia no cabelo, fitava a minha boca, escutava e processava minhas palavras, e no meio daqueles desabafos e conhecimentos da minha vida... "Você tem uma vida conturbada" "Você é perturbada..." "Seu cabelo é muito estiloso..." "Bonita..." Eu não sei em que momento foi... Mas já estávamos sentados frente a frente... Ele segurando as minhas mãos. E passando os dedos suavemente nelas. No meio disso tudo, nos beijamos. E de novo, e de novo... E quisemos mais, e eu lembrei: "Janelas! Há muitas janelas por aqui..." e ficamos nessa, de nos beijarmos queimando, sendo sutil, nos comportando... Vinho acabou, hora de chamar o uber, celular descarregou, fomos deixar as cadeiras lá no salão, demos aquele "pega" e depois, passou. Hora de ir pra casa. Não vai me deixar, nem saber onde moro. Encerrado por hoje.

Quem diria...?

Coração azul disse que irá dar certo pra amanhã! Eita... Tudo certo. Kkkkk

Morais da história: 
A criatividade, vontades e ousadias fazem boas ocasiões.
Contando minhas histórias, pareço menos normal e me descobri muito intensa.
Eu  tenho noções de ml e deveria confiar mais nos meus cálculos. 
Com 1litro de vinho eu acho que estou num divã; se fizerem algumas perguntas... Eu conto um tudo, conto histórias. 

sábado, 14 de outubro de 2017

Cronologia desrespeitosa

💙Pela primeira vez fiquei sem jeito pra falar. Senti - me estranha depois de conversarmos os espantos, de está tudo muito intenso e rápido. Uma cronologia desrespeitosa com o tempo em si. E o freio do medo proveniente das razões do tempo e sobre o que se espera ou não, do futuro chegou a nós como se não pudéssemos simplesmente viver o agora. [Não podemos?]

Eu que desde muito tempo planejei tantas coisas na vida, decidi não ter planos pra essa parte agora, deixar ir... Eu que sempre quis algum tipo de controle e agir com ponderação, decidi só ser como o contexto me pedia, com o que queria. Permiti-me ser "apesar de", nos impulsos do que governaria a minha lua. Sem roupas, ou melhor, vestida só de mim. Agora uma pausa e objeções, numa realidade esclarecedora, posta nas palavras os juízos, certezas e seus inversos; o medo de pensar no futuro que a vela nos está levando.

[Eu estava adorando a viagem e esqueci de pensar na chegada, lembraste disso e eu pergunto, mas era pra pensarmos nisso agora? É importante saber onde se quer chegar, mas o coração dirá com o que se tem, não mais as razões; porque o que nos une, eu nunca vivi e desconheço a forma de lidar; ou não quero rotular por hora, assim sendo, não era pra esperar?]

Não quero parar pra pensar agora. Seria insano demais só viver? Eu estou cansada de pensar sobre... Querendo apenas experimentar sobre... Posso pelo menos em um momento da vida me lançar sem medo, ou a realidade sempre, uma hora, impõe o contrário?

Com palavras se foi posto o receio, que apesar de normal, queria ter deixado calado. Essa é a verdade. Parcialmente, estranha agora.

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

"Posso te roubar pra mim?"

💙 "Posso te roubar pra mim?"

Se você pode? Aqui estou de presente! Em presente. Ah se você soubesse a dimensão... O quanto meu coração ficou tranquilo e feliz por ter te encontrado e se inquieta desde já só em pensar não mais ter.

Eu só queria dizer que não estou conseguindo me interessar por outros, que minha associação para um par é contigo, que sinto falta de estarmos juntos, que essa virtualidade não está bastando... Que minha intensidade continua a mesma. E que eu estou achando um saco tudo isso!! Porque temo a falta de reciprocidade... E também que essa vontade toda, não valha muita coisa.

Aguardar os próximos capítulos... 

sábado, 7 de outubro de 2017

Noite, dia

💙Do carro ao bar, do bar ao condomínio, do condomínio ao apê... Um bálsamo de cumplicidade e um carinho inexplicável. Uma noite julgada pra ser minha, presenteava-nos com nossas presenças. Como se não houvesse o impasse do ontem ou amanhã, fomos nós. A cada abraço, a cada beijo, comecei a me sentir em um lugar que nunca estive, nem mesmo conhecia, mas sempre quis estar. A cada novo jeito, um sorriso, um pensamento um desejo, uma codificação de um processo que não consegui terminar; estava sendo apenas sendo... o que meu corpo por inteiro pulsava querer. Em palavras, em movimentos, em olhares e em desejos. Tudo foi bom... 
  Na madrugada conheci seu outro lado, que não era manso, a cada momento sua respectiva resposta, surpreendida fui, mas gostei. Depois ficamos ali entre descansos, risos, olhares, bobagens e poucas palavras. Um desejo em comum circundávamos: Ficar um com outro um tanto mais. 
 ... Eu o fotografei (não sei porque não no celular), uma cena, um contexto... Tão bonito... Estava ele sentado na minha cama, tocando violão... Aos primeiros raios do dia que ultrapassava aquele voal que cobria a janela, a luz da luminária de canto ainda acesa sendo reflexo de que em algum momento havia sido noite quando começou; de perfil, o fitava. E no banho ouvia ele me aguardar no quarto tocando baixinho pra não incomodar. 
  Não digitalizado em imagem, mas em palavras, deixo o registro da fotografia aqui. Para que eu não esqueça de um só detalhe, do que ali presenciei... Não foi sonho, foi uma realidade sonhada, mesmo...  
P.s: Tou ferrada.

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Sorrisos

💙 Eu não o conheço bem, ele de mim quase nada também, mas se tem uma coisa que ele descobriu foram os segredos dos meus sorrisos. Como receber cada um deles... Dos tímidos, dos bobos, das gargalhadas, das irônicas e das... Ousadias. Ele tem um jeito bom de conseguir ser uma mistura do que eu gosto com o que preciso ao mesmo tempo... Como ele sabe conduzir uma conversa comigo... Será que é aquele maravilhoso mercúrio? E se for? É dele... E o meu sorriso é mais uma vez pra ele agora. Rsrs Não sei a linha que nos une ou que seguirá nós, se haverá de fato nós, isso é outra história, por hora, por dia, por hoje, o que posso dizer é: gosto de um coração azul que aparece no meu celular e um bobo, atencioso, fofo e inteligente que está presente nesses meus dias...é isso. 😊 

P.S: Teria algumas coisas mais pra falar, mas só quis registrar o que tem de melhor em consequência do que está sendo posto, os desdobramentos e efeitos; nossos risos.


segunda-feira, 2 de outubro de 2017

O roqueirinho

01 do Tinder

...

Conheci o cara do 💙 em um lugar super romântico: O pastel louco (era um dos mais próximos que ficaria aberto até mais tarde). Depois as 23hs resolvemos ir a pé pelas ruas da capital até minha casa, uns 20 minutos de lá. Depois de uma quase queda ao tentar se equilibrar em uma daquelas estruturas de concreto que divide o estacionamento em uma calçada; um segurar pra não cair, um quase abraço e aquele beijo (muito bom). Mãos dadas... Já? Sim, por que não? Estranho, neh? Mas tudo bem. 

Chegamos, nada de subir para o apê, vamos ficar na garagem do prédio. Que parede maravilhosa... Melhor lugar naquela hora. E foi assim... Que essa história começou de fato. 

P.s: Mais textos com e dele serão postados com um coração azul.

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Já?

Acabou? Já? Pois então.... "Próximo!"

Foi bom. Foi muito bom e depois disso a gente não sabia como iria ser (Volta - se a um texto aqui: Foi bom).

Eu desejei, conspirei, fiquei... Quase me apego, porque era tão intenso e ao mesmo tempo não sei... Tinha gosto. Tinha algo pulsando... Tinha algo a mais. Mas já foi. Tem que ir. E por incrível que pareça, estou leve, estou tranquilamente bem, mesmo querendo ele ainda (não se atualiza os desejos e coração assim, logo depois de uma conversa). Mas, foi. Já foi. Foi bom. Foi audacioso. Foi envolvente... Uma boa distração de ilusão romântica. Foi. 

The End com o "Próprio".

Moral da história: Posso gostar de outro muito rápido, e me sentir melhor por e com alguém de idade mais próxima a minha. 

Coração bandido

Meu coração é bandido! (Ou está, pelo menos.) Se empolgou com a volta de alguém, me fez sorrir de corpo todo, com direito a não se conter e pensar, falar sorrindo diante da ousadia do que pode ser a vida (: Zueira).

sábado, 19 de agosto de 2017

17

Estava eu em casa e logo depois de eu ter levado um bolo prévio... Meu irmão se arrumava às 23hs.

"- Tu vai pra onde? Me leva..." perguntei.
"-Vou pra um forró... Quer ir mesmo? Bora!" ele respondeu.

Não passou meia hora estava eu de calça colada, sapato alto, uma blusa aberta nas laterais que dava pra ver até meu sutiã e maquiada; hora de curtir a bagaceira da minha solteirice e lembrar o que é uma festa! 

Viajamos até uma cidade um tanto próxima, ele ou amigos e eu. No carro um jovem rapaz... desconhecido pra mim e primo do amigo do meu irmão estava indo conosco (uma obs necessária). Briola! Não creio... O cantor do tempo que eu gostava de forró, que comecei a ir a festas.. Opa, começou bem essa festa. Cachaça pra aquecer, cerveja pra suavizar... Um rolé sozinha por entre as pessoas pra sondar o nível dos garotos (fisicamente falando, me senti uma caçadora)... Nada demais, está fraco o negócio. Dancei com uns conhecidos, bebi mais pra esquecer aquela realidade de eu estar ali, pensando em estar com uma pessoa que não estava... E tentando entender se eu gostava mesmo daquele tipo de ocasião. 

Conheci e dancei com o cara gato que era o único que se salvava... Casado. (Decepção 02, depois do bolo prévio.) Conversamos sobre trabalhos, profissões... (Quem diria eu falar de designer de interiores e projetos elétricos numa festa de forró?) Ou seja, 0 a 0. 

Xixi... Não gostei do banheiro. Chamei o meu irmão que estava dançando com uma charmosinha. "Não gostei do banheiro, quero fazer xixi!" "Que?" Repeti... "Não acredito! Bora lá fora então..." Eu senti ali a irmandade... Eu fazendo xixi entre dois carros e meu irmão me dando cobertura, e depois de reclamar bebo, "agora sua vez de me esperar". E fizemos isso ainda umas três vezes durante essa festa. :)

Fome. Eu agora estou com fome e quero comer hamburguer... Lá vai meu irmão comigo e o tal "primo". Que moleza de rapaz... Dei cada conselho pra ele desenrolar com as meninas e ele nada, depois de uma direta sem sal da parte dele, a indignação de um bolo prévio, uma decepção 02, cachaça e cerveja... Peguei na mão dele e disse: "Bora ali" Moleza de novo... Não aguentei e entrei na festa, ele me beijou que a festa parou pra mim naquele momento. (Que beijo!!!) Ok... Pensei: Vamos continuar. "não tenho vergonha...aqui." Fazendo vista grossa fomos lá pra fora... "Vamos conversar ali" Respondi: "Você não precisa falar nada, não precisamos conversar." Ele era intelectualmente desinteressante pra mim. O rolé foi bom, até o álcool sair e eu não querer mais. 

Voltamos a festa e... Arrumei um segurança. Essa criatura não mais me beijava, nem dançava, nem saia de perto. Parei no tempo de novo na festa. Dessa vez outra coisa me desativou dali. Um vazio: "O que danado eu estou fazendo aqui?" Bebi mais pra esquecer isso... Paquerei com outro e dancei entre os dois, dei um selinho no meio da festa nesse outro e longe do "segurança", fui a fã número 1 do meu irmão quando subiu bêbado pra cantar no palco; sai da festa e fui procurar uma casa pra fazer xixi. Já era de manhã, viajamos de volta, deixamos o "primo" em casa, fomos ao mercado tomar café da manhã bem bêbados e por fim, lá eu descobri, 17. 17 anos tinha o rapaz que eu fiquei, logo eu, com 23 e tão interessada em pessoas de um bom intelecto. Eu só não bebi mais porque não iria adiantar uma amnesia alcoólica pra essas burrices. Só lembrei então dizer... "Foi só um fica de festa... Não deem meu número a ele! Ok?"


Moral da história: Relacionamento mal resolvido (fica, rolo, rolé... Namoro) + beber muito + forró + alguém disponível = coisa sem noção; rolé de uma vez única (merda).    

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Os primeiros sinais de confusão

O pensamento sempre que falo com ele é: "você deveria estar aqui." E quando eu estou com ele é: "esse momento poderia durar mais". E quando sem ele: deveria não chegar tanto aos meus pensamentos.  

["Será que ele pensa tanto também? Quanto...? Será que daríamos certo? Como seria se... E se. Bem que poderíamos nos ver logo. Qual é a dele mesmo?"]

Eu me esforço para não falar, para não perguntar tanto, para me aquietar porque minha sede é de conhecê - lo mais, e ao mesmo tempo, mesmo sem tanto, minha vontade é de tê - lo por perto. Ele causa uma sensação de que já conheço faz tempo, de que somos faz tempo, mas ao mesmo tempo de novidade, de inquietude no que pode estar sentindo e pensando... Eu me desconcerto. É isso. Não consigo manter tudo no controle, racionalizar muito... Quando dou por mim, já estou, já sou, já somos de novo um princípio de tudo, um deslize, um nada.

Vez ou outra me vem a ideia de acabar com os encontros, com as conversas, com as ligações e então, a gente se fala mais um pouco, a gente se ver, e aguenta  não sermos nós de novo um com o outro. É gostoso, é engraçado, é confuso, é inquietante, é fofo, é empolgante, é preocupante, é revoltante, é leve, é complicado, um mix! E é bom...

Eu não estou sabendo lidar bem (eu acho). Está para além das minhas razões no momento. Para um controle eu só pondero as iniciativas e declarações com certa dificuldade (claro).

Ah... Não sei se é real ou é invenção para distração e superação de um outro que fazia o papel de "ele". Vou descobrir ainda, mas uma coisa é certa: Ele mexe comigo, sim, e não pode saber que é tanto.
💓

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Transição

Sobre gostar.


Eu penso neles todos os dias de manhã aqui nesse banco, numa praça... Todos os dias quando vou embora pra casa e sei que quando saio do trabalho que vou pra meu apê ninguém está me esperando lá; nem vai me levar pra lá.

Eu lembro do que foi com um e o que pode ser com o outro, do primeiro eu só lembro, do segundo eu sinto falta e é o que conheço muito menos. São tão diferentes, que eu fico sem saber como lidar e ser a partir de agora. Como iniciar ou como encerrar também... Não há dúvidas entre um e outro. Há certezas; os questionamentos vem de uma relação entre mim e o segundo, diante dos contextos. (Eu já nem sei se seria bom começar outra relação com nomenclaturas agora)

Com os dois em pensamento sei também, que na realidade hoje não sou para com nenhum de todo, nem eles a mim. Isso é libertador e confuso ao mesmo tempo; porque de um quero ser livre e do outro, receio, mas gosto e queria poder ser mais com ele, pra ele. É uma transição, uma mudança de destinatário, de sentimentos, um novo, um desconhecido e ao mesmo tempo, um relembrar do que é o processo inicial e se sentir viva pra pulsar por alguém empolgada novamente. Apenas isso que posso com certeza afirmar.