segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Buguei: Casada que precisa casar

Um bug agora... Como viver como sendo casada em relação a um tudo e não poder consumar isso? Aiaiaia

Pergunta qualquer coisa relacionada a postura de uma mulher casada, pergunta qualquer coisa relacionada a postura de um homem casado... A união dos dois como Deus aconselha. A gente é, a gente faz. Só não pode... Aquilo. Porque não casamos em cerimônia, papel, aliança e testemunhas. Porque falta isso. E nisso há tanta coisa... 

Quem nos testemunha todos os dias e sonda nosso coração é Deus, sobre votos, já prometemos um ao outro viver conforme os princípios de quem está casado. Sobre terceiros, nossos amigos são testemunhas do nosso amor, do nosso cotidiano, no nosso... Dois em um! 

Quão difícil pra mim é isso... Sentir meu corpo sendo templo de Deus, e também ser dele e ter que me sentir mal por isso

... Caos da minha vida é isso agora. Que abrange na verdade tantas outras coisas. Precisar casar sentindo que já está casada dar um bug. 

Não, não é só morar juntos. Nem confunda... Porque já morei com uma pessoa e não me sentia assim. É diferente. Com ele sempre foi melhor e diferente, e eu vejo Deus nos unindo todos os dias. A nossa base, nosso elo, a própria benção de nossas vidas. Eu não estaria casada com ele sem Deus. Mas na bíblia fala em "Casar", etc.

O bug é... Não teve um dia que me casei. Eu fui, me casando com ele. 

( Interessante ler: https://www.gotquestions.org/Portugues/constitui-casamento.html )

Em suma: Então, o que constitui casamento aos olhos de Deus? Aparenta ser o caso que certos princípios devem ser seguidos. (1) Contanto que os requisitos sejam razoáveis e não vão contra a Bíblia, um casal deve procurar ter qualquer forma de reconhecimento formal do governo que é disponível. (2) Um casal deve seguir quaisquer práticas culturais e familiares que são utilizadas para reconhecer um casal como “oficialmente casados”. (3) Se possível, um casal deve consumar o casamento ao realizar o aspecto físico do princípio de “uma carne”.

E o que acontece quando um ou mais desses princípios não são realizados? O casal ainda é considerado casado aos olhos de Deus? No fim das contas, isso é entre Deus e o casal. Deus conhece nossos corações (1 João 3:20). Deus conhece a diferença entre um contrato de casamento verdadeiro e uma tentativa de explicar e justificar imoralidade.

Tenho que casar oficial. 

Espantos de uma vida cristã

"O que está dentro reflete o que está fora."
"A boca fala daquilo que o coração está cheio."

Uma pausa para refletir. 

A TPM potencializa pelo menos a minha no caso, não cria coisas, ela amplifica, exagera. Sobre o que eu tenho falado ultimamente? Porque foi ou é nítido que eu tenho andado irritada, triste, desanimada, falante, ou calada, impulsiva e retraída as vezes. Muito mais impulsiva. 

Pai... Cadê a tua paz em mim

Eu tenho orado, mas não como antes, eu tenho lido mais do que muitas vezes, mas é claro que algo pisa nos meus calos: Injustiça me inflama. 

Quando você está nos bastidores de uma igreja, você passa a ver as falhas, sim, porque é feita de ser humanos e nosso papel é alinhar, moldar, polir, para um só propósito. Servir com excelência. Até aí, ok, o que me intriga é defender algo e não fazer escrachadamente; e ainda mais colocar outros em mau caminho por isso. 

Essa época de política me mostrou algumas tantas contradições, o extremismo das pessoas em busca do que convém a si e ao seu meio mais próximo. Por vezes, me senti perdida e abismada. Referências caíram por terra pra mim.Tantas vezes eu fiquei: "Deus!" O quanto eu me enquitei para discutir e fiz, para tentar mostrar o que é bíblico, da base, o que deveriam ter no mínimo só por serem... Humanos! Quanto foi disso nessa quinzena! Quanto eu me espantei! Quanto eu me estressei.

Eu não estou isenta de pecados, ninguém está. Mas, o que me causou surpresa foi linhas básicas, que aprendi até em casa, na escola e com Jesus. Sentindo-me sem persuasão. Ao que parece, uma vez definido, tantas dessas pessoas cegaram e ensurdeceram quanto a tal candidato, que na verdade é uma figura daquilo que as representam. E o que vejo não é bom... Sim eu chorei, chorei por me sentir impotente, chorei por ter que abrir mão, por ora, dos valores que eu acredito para poder tentar conviver com algumas pessoas do meu meio, chorei também por não conseguir isso, por ficar entre isso. Chorei por ser empática, chorei pelas causas quase perdidas. 

Eu não fui feita para o desamor, tentando falar do amor, provar o amor, trazer para o foco a quem não dar ouvidos eu me distanciei do alvo. Fui longe demais. E quase me perdi nisso... Hora de voltar pra mim e só pra Deus. Não há egoísmo agora... Já tentei entender e orientar ao que creio ser certo.  Já me alimentei de coisas estranhas demais esses dias e o meu falar em várias conversas girou em torno disso. Não está fazendo bem, sinal que preciso mudar. Agora, preciso de restauração... 

1 Corintios 11: 18-19.
18Em primeiro lugar, ouço que, quando vocês se reúnem como igreja, há divisões entre vocês, e até certo ponto eu o creio.
19Pois é necessário que haja divergências entre vocês, para que sejam conhecidos quais entre vocês são aprovados. 

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Um

Quando 1+1=1.

Quando um só não significa um sozinho. 
Quando dois inteiros formam um sem precisar ser metades. 
É quando um se sente bem tanto quanto se estivesse em paz consigo mesmo. 
É quando se sente mal ao que fazem ao outro como se fosse a ti também. 
É quando você ao atingir o outro descobre que você sente por isso... E sente muito. 
É como colorir uma mesma peça de vidro, cada um de lado e ambos poderem ver, que um interfere a pintura do outro e que apesar da individualidade é lindo e interessante observar a mistura de tintas como se fosse uma única pintura. 
É quando caminham um ao lado do outro pelo mesmo trajeto, ou se caminham em diferentes (quando precisam) carregam consigo o outro na alma e mente; é um ser visceral do teu corpo; alinhados, se norteiam nessa bússola interna e então se encontram num ponto só, convergentes. 

Quando um só não significa sozinho, você sabe com quem contar e como dizer tudo mesmo sem palavras e o outro entender... Como compreender a ti, fosse olhar pra mais um comodo da casa de si. 
É quando você está cheio de palavras e mais palavras e outro te traduz. 
É quando você se desgasta e outro chega pra polir.
É quando você se despedaça e outro faz questão de olhar cada falta tua e ajudar a fazer uma nova peça para o lugar.

É quando você está cheio, mas sempre cabe o outro direitinho em ti. 
É quando seu sorriso consegue trazer o do outro. 
É quando tua lágrima escorre no ombro da pessoa e se transforma em consolo; de soluço ao respirar leve, fluído, embrião de novos sorrisos. 
É ter raiva da pessoa e não deixar de tratar com amor e se preocupar, por que ora vejam só, parece um lado seu se rebelando.

É ver o outro crescer, se emponderar, defender e lutar pelas causas quase perdidas e você inspirar bem e soltar o ar dos pulmões num singelo sorrir. 
É cuidar de si e outro se sentir cuidado também. 
É saber ser sozinho e gostar de solicitude, mas só por aquela pessoa, há exceções sem lamentos. 
É experimentar algo bom e querer que o outro também faça. 
É compartilhar a si por meio de um beijo, corpo todo, lençol, copo de água, coxinha ou brigadeiro.
É a coisa mais linda e forte que alguém pode ser com o outro.  

Quando dois inteiros formam um melhor, sem precisar ser metades, é soma perfeita. 


segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Química, amor e afins

Vem cá que hoje estou afim...
De embriagar você nesse calor de mim. 

Deixa eu rir nos teu lábios, misturar essa respiração, deslisar esse corpo no teu e te puxar para o meu.

Entre um transpirar e outro, continuo te querendo mais, com mansidão pra que tu seja uma presa fácil e depois com vigor...
Para despertar essa tua fome sem pudor. 

A presa sou eu agora, livre apenas no limite do teu corpo.
Boca seca... Procurando ar. Sede e fome... De tu, de ti. 
Batimentos disparados, aquele olhar que você entende... 
Já sabe, pode vir. 

Então continue... Percorre por mim, faz da minha pele teu braile e me ler
na penumbra do quarto, me toma, me conhece de novo, deixa em ti eu ser...

Se mostra dos teus jeitos que só eu posso ver.
Dou a mim, dei-me a ti também.
Descobri-me como inteira posso ser;
Me desnuda; me desmuda...

Vem cá, que o meu corpo por ti (vira) chama. 


P.s: Saudades.  

sábado, 25 de agosto de 2018

O feedback na profissão

Sim... Nem sempre há reconhecimento... Ou não é dito também, há um tanto dos três. Mas aos que expressam, quão bom é ouvir, ou mesmo ver. Hoje teve um que me falou... "Sempre muito atenciosa. Você é o diferencial dessa loja. Obrigado." E eu tive vontade de escrever sobre esse caminhar. 

Já vi cliente começar a ir mais a uma loja porque eu estava lá, e só eu entendia que por traz daquela loucura, parecia haver alguém que precisava não simplesmente arrumar a casa, mas a si, ao encontrar ouvidos dispostos de alguém, sorrisos, algumas palavras, e nesse pacote também, levar algumas novidades pra trazer mudanças e vida a casa.

Já ouvi também reclamar, por não mais me encontrar por lá...

Já vi gente voltar por confiar e me eleger para fazer tudo (de projeto) comigo. 

Já ajudei a realizar alguns sonhos, já tirei muitas dúvidas, já mostrei outros ângulos e resolvi bagunças. 

Já despertei interesses adormecidos, já sorri com vários deles, já fui tão empática, a ponto de sentar para tomar um café e conversar sobre algumas histórias, inclusive sobre as dores também. 

Já teve clientes que me tomaram como funcionara deles e só ditavam. 

Já tive aqueles que me desafiaram para criar ousadias, já teve os que desafiaram minha paciência, já teve os que testaram meus conhecimentos e segurança... 

Já tive alunos dispersos, já tive os que os olhos brilharam, já teve aqueles que eu os reacendi, já teve aqueles que eu ajudei a terem um olhar mais maduros, os que eu estimulei para serem criativos, para criarem, para serem curiosos e responsáveis... Já teve aqueles que ficaram assustados com o universo que mostrei de tantas informações e já tive outros que se encantaram com esse mesmo universo.

Já teve aqueles que chamaram de senhora por respeito e também aqueles que reduziram meu nome para um apelido para facilidades e por achar que combinava mais com o meu perfil...

Já teve os curiosos por mais um pouco de outros assuntos que eu falava, já teve também os que me quiseram como colega mais próxima e amiga.

Já teve aqueles que salvaram meu celular para pedir ajuda e pediram várias...  

Já teve aqueles que decolaram e eu fiquei bem feliz e também aqueles que tiveram receio de como seria sem mim.

Já teve os que agradeceram da boca pra fora e já teve muito mais que me agradeceram sorrindo de coração. 

Ah já teve tantos... Tantos... E com os anos vejo uma diferença cada vez mais distante do que eu era no início. Era mais tímida, insegura, muito técnica e ao mesmo tempo, preocupada com o trabalho, mas um tanto fria com o cliente ("cada um no seu quadrado"), eu sou profissional, não amiga, ou colega, apesar de sempre tentar fazer o melhor por eles. Hoje eu sou mais empática e um resumo do que todos eles em suma dizem: Atenciosa. 

No ouvir, no falar, na forma que projeto, no que indico, na minha postura... No meu sorrir, na minha prontidão, nos detalhes. Passei a levar mais mansidão a eles, paciência, acolhimento e técnica, ser professora me despertou muito isso. Minha relação com Deus também, acho que principalmente. Eu já não sou mercenária, apesar de ficar vez ou outra em casa, recalculando minhas contas, como um jogo de encaixes para pagar minhas contas, ajustando o pouco que tenho, com as previsões e imprevisões. 

Quando alguém vem em busca de fazer móveis planejados, imagino o quanto pensaram nisso, o quanto pretendem se organizar para isso, o que quanto antes mesmo de mim planejaram na cabecinha e no bolso deles tudo isso, o quanto querem ver as coisas organizadas, a ordem em casa, a novidade, as coisas funcionarem melhor no trabalho, dar a cada coisa o seu lugar. Trazer um tanto de paz em seu cotidiano. 

Queria eu poder levar não só isso para eles, mas fazer grandes mudanças. Como eu já fiz a alguém que acordava melhor por causa de uma parede pintada de uma cor interessante e algumas plantas. Mas enfim, sei que ajudo a fazer uma diferença na vida de cada um, nem que seja na arrumação dos objetos do cotidiano, e suas logísticas de uso do local. Espero poder mais ainda. Há um caminhar. 

E tem quem me veja do mesmo ramo de trabalhos, amigos, colegas, família e fala: "Desenrolada..." Muitos. Mas Deus sabe, mais que todos, em meus bastidores, o quanto me enrolo, me esforço, canso, me perco, vou na fé, me encontro de novo, me refaço, me lanço ou tenho muitos medos, fico parada e não sei mais o que fazer, e em alguns momentos me pergunto se realmente estou indo no caminho certo. 

Mas grata aos feedbacks que me ajudam a saber se estou no caminho... Se estou ajudando mesmo, se devo continuar, ou como continuar... Grata a Deus, por me refazer sempre, por me acolher e me direcionar, por ser o primeiro a torcer por mim, por me firmar, por me fazer "desenrolada" para dar conta desse mundão de coisas. 

Grata a cada um que trocou boas energias de gratidão comigo. 

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Prazer, feirinha de decoração

Das simplicidades que fazem bem 


Quando eu vou a feirinhas me dar muito prazer
Eu saio de lá outra pessoa... Pensei os motivos.


  • Criatividade (há em cada peça que se olhe);
  • Carinho (nítido dos criadores com o que foi feito, ou do que está sendo e entre as pessoas que lá estão);
  • Diversidade (de estilos, de coisas, de pessoas, cada cantinho parece um outro lugar);
  • Sabor (sempre há coisas gostosas para comer e até novas pra conhecer);
  • Conhecimento (a troca);
  • Música (costuma ter música boa);
  • Frases (se ler coisas que aguçam a sensibilidade);
  • Plantas (de vários tipos que encantam e é sempre um amor conversar com quem cuida delas); 
  • Novidade (conhecer coisas novas, pessoas, lugares, e levar uma novidade em forma de objeto pra casa)
Ah... É muito bom não, é não?

Desistindo de projeto de ambientação

Recentemente fui contratada para um projeto de ambientação de três modelos de suítes de um hotel, estava empolgada, cheia de vida, com receios porque sabia que era importante e eu teria a liberdade de ambientar tudo, não só fazer os móveis... Lancei as primeiras ideias, o cliente agarrou e foi atrás de referencias, em relação a tudo. Fiz mais do projeto, mudei e finalmente quando algumas pessoas viram... "Uauuu... Lindo! Eles vão gostar!" Chego lá e... Normal. Sem euforia, sugou toda minha parte técnica como quem defende uma pessoa num tribunal, estava eu defendendo e justificando o projeto, sem emoções, sem feedback, era só apresentação literalmente e aquilo começou a me dar nervoso e desanimo.

Sugestões, observações, dúvidas e a cada dúvida queria que eu representasse pois eu somente falando elas não sumiriam... Faça do jeito que você achar melhor. E depois... Faz assim, tira isso aqui, coloca isso, tudo pra que ficasse altamente funcional e eu fui orientando, como também fazendo, até que, me senti uma projetista. Representante de projeto, uma datilografa que ouve um ditado. Algo assim...

A personalidade sumiu. Eu já tive bloqueio criativo com uma ambientação de um banheiro onde eu tinha que determinar todos os revestimentos e depois percebi que era minha insegurança. Eu pesava o dinheiro que iriam gastar e alta responsabilidade que eu tinha em acertar, fiquei travada.

Eu bloquei novamente, depois de tantas pequenas mudanças, eu querendo fechar, adiantar, agilizar, quando parecia chegar perto com eles... "Perai", que eu cansei. Decidi esperar eles decidirem ou correr deles pra não ver a indecisão e minha impotência em pulso. E quando decidiram eu fiquei duvidando e sempre que abro o projeto pra finalizar é um esforço surreal. Como quem bebe um remédio necessário, mas num gosta, e é tao ruim que você fica entre beber de uma vez e não consegue, beber por parte e já olhando pra jogar o resto na pia. Assim estou. (Estou cheia de analogias malucas, eu sei...)

Hoje me questiono se eu gosto mesmo disso. Ambientação, projetos disso pras pessoas. Acho que não. Parece que me iludi gostar. Doloroso reconhecer e confuso. Como gosta de tudo que envolve, tem a técnica, elogiam, estuda pra isso e se treme com execução ou tem vontade de desistir quando começa, não gosta...

Não sei o que me levou direito até aqui, mas suspeito que foi muito trabalho para que não fizessem nada de ambientação que eu pensava. Não só por falta de valorização, mas bastante por faltar dinheiro mesmo aos meus clientes, de foco, de empenho, então me adaptei a realidade. 

Continuarei deixando os projetos de planejados com ambientação para melhor visualização diante dos clientes, para encantar. Mas fora os móveis, somente dicas, nada mais de acompanhamento ou especificação. Não farei projeto de ambientação tao cedo, a não ser de onde eu vou viver.