quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

É isso!

"Quando é sim é um SIM. Não sei, é não."

O que me faz sentir e pensar: "Sim! É isso!"?
  • Relacionamento estreito com Deus;
  • Evangelizar;
  • Minhas amizades;
  • Meu noivo;

  • Fazer slides, dar aulas;
  • Saberes;
  • Fazer projetos de ambientação;
  • Escrever;
  • Criar (artes); 

  • Ir a lugares com mais natureza;
  • Viajar;
  • Fotos;
  • Contemplar;

  • Pizza e chocolate;
  • Músicas acústicas;
  • Vôlei.
Conversando com umas amigas esses dias, falamos a respeito de ter uma loja e como seria. No meu coração brotou uma alegria de "É isso" também. Se seguir a linha dos meus "É isso", vai dar muito certo. 






segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Fitando

Ei eu te amo, viu? E a gratidão que se faz no meu coração dia após dia, de ser o nosso Pai que nos ensina como realmente amar; a gratidão pela permissão de nos encontramos; a gratidão pelas mãos Dele que nos sustenta e pelas palavras que nos direcionam.

Amo-te, viu? Pela sua escolha ser congruente com a minha de fazermos isso aqui dar certo da melhor forma. Amo você... E isso que não sei chamar de outra coisa a não ser bênção de compatibilidade e por que não, também completude de inteirezas? Tu que tens um jeito que eu descrevi gostar sem te conhecer, que eu já afirmava que  amaria se existisse alguém assim e então, você já existia só não nos conhecíamos e veio mais surreal, tu existe, mas parece que não é daqui. 

Que atração brilhante essa do nosso encontro... Que vontade de você exatamente como é. Eu amo seu jeito de amar, sabia? E pra não ser perfeito esse nosso relacionamento temos deslizes e coisas que devemos superar, mas há uma corda cheia de amor pra puxar o outro pra cima de novo, pra perto. Eu te amo, lembre.

Fito. Fito você ao dormir e as vezes assim... Como agora. Eu quero me enlaçar contigo todos os dias, tu sabes? Tu é a pessoa que eu fico mais contente em ver no dia, todos os dias.

É isso. ❤

segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Retrospectiva 2018.

Esse mês foi um mês bom, não acabou ainda eu sei... Mas está quase lá. Fiz boas vendas (no trabalho), fiz boas compras; saí mais com meu namorado, passei por uns momentos de partir meu coração por estresse e silêncio, uma conversa, umas conversas transformadoras, de mexer lá nos meus tantos baús. Sim, eu tenho e são vários. Estive com minhas amigas em um encontro do cuidado... muito bom! Tomei banho de chuva pedalando (não lembro a quanto tempo não fazia isso); fui a casa da minha vó e ela... Ela é maravilhosa (lar 3), conversei com pessoas que fazia tempo que eu não via e vi que eu já mudei tanto... Aquele encontro com as meninas, o meu encontro com Deus... Meus interiores mudaram tanto; e vou viajar, novamente para minha cidade de origem e encerrar o ano junto de quem tanto amo. 

Esse ano... 
  • Fui pedida em casamento; 
  • Me batizei;
  • Meu namorado começou a morar comigo; 
  • Passei 24hs (no máximo) sozinha no meu apê e parece que desaprendi a morar só (senti saudades de quem divide a casa agora comigo, um absurdo eu sei rsrs);
  • Comecei um trabalho autônomo com meu namorado; produção e vendas de doces;
  • Fui madrinha de casamento de uma prima minha;
  • Passei "o carnaval" no interior da minha cidade badalada e meus melhores momentos foi estar brincando de mimica, cantando afinadamente com meus amigos e comendo torradinhas com patê de alho; depois pão de alho kkkkk e um pavê maravilhoso feito pelo mozi. Além de, aprender a jogar vídeo game;
  • Eu e meu namorado/noivo resolvemos nos "guardar" ou "esperar" para transarmos só depois que casarmos;
  • Comecei a participar de um grupo de crescimento (célula) da igreja. 
  • Fui roubada; 
  • Voltei a dar aulas na Help;
  • Encontrei prazer no servir;
  • Engordei alguns quilos;
  • Juntei as finanças com o Mozi;
  • Li a Bíblia com mais frequência;
  • Assisti várias séries;
  • Assisti mais pregações;
  • Chorei por não saber ao certo o meu grande propósito... Trabalho. 
  • Orei pelo meu propósito;
  • Li mais. (Terminei livros, comprei outros e comecei outros...) 
  • Comecei a viver com um orçamento mega apertado;
  • Chorei por dívidas;
  • Pensei em me mudar;
  • Sonhei com casamento para esse ano e percebi que ainda era preciso muita preparação de nós mesmos para isso. 
  • Consegui um emprego e é uma benção;
  • Orei bastante;
  • Cultivei mais plantas;
  • Dei mais aulas particulares;
  • Voltei a projetar mais;
  • Escutei muitas coisas que mudaram meus posicionamentos; 
  • Fiz playlist maravilhosas;
  • Quebrei paradigmas;
  • Tive cabelo cor de ameixa, de amora e castanho;
  • Continuei com cabelo curto, para médio. 
  • Questionei muitos posicionamentos e "verdades"; 
  • Chorei por "política";
  • Me tornei mais empática;
  • Aprendi com Deus como amar o próximo e fiz, e sou. 
  • Me rebelei com a igreja; 
  • Parei de ir a igreja; 
  • Me aproximei de Deus;
  • Me aproximei de uma amiga da época de faculdade; 
  • Perdi todas as fotos de 2017 pra trás que não estavam em redes sociais; 
  • Prosperei;
  • Viajei; 
  • Escrevi mini contos (que estão aqui); 
  • Amigas engravidaram e tiveram bebês nesse ano, o contato me fez despertar novamente o lado materno e pensar em muitas responsabilidades, estabilidades.
  • Aprendi a fazer mandalas de lã; 
  • Corri de bicicleta na chuva;
  • Tive mais encontros com minhas amigas e seus namorados, aqueles que entrei o ano com eles; 
  • Me aproximei de pessoas que não imaginava e me afastei também de várias. 
A impressão que dar para quem olha meu ano é que ele foi mais tranquilo, por não verem de forma concreta os grandes feitos, mas eu sei, que houve tantas coisas que se passaram por aqui e que mudou ou reafirmou mais fundamentalmente as minhas relações...

2017 foi um ano de incomodo e exploração de si, a busca por me encontrar, por me conhecer mais, saber o que era bom e não era (para mim) e tomar decisões diante disso; um ano que me libertei de muitas amarras e fiquei tão solta que por pouco, não me perdi... 

2018, foi o firmamento das minhas escolhas do ano passado, um ano de amadurecimento diante delas; de questionar, de desmiuçar, de olhar para dentro e para o outro, aliás para os outros, não com receio de julgamentos para meus fazeres, mas de interesse neles, nas crenças nas "verdades" de quem me cerca.

Um ano de: empatias, justiça, o servir, as análises, o companheirismo, a compreensão, o tal de amor ao próximo, mas sem deixar de amar a si; filtros de quem ter por perto e bem longe. Trocas de energias... Foi. 


domingo, 9 de dezembro de 2018

A primeira vez com Ele

A Charlote que propôs esse tema. Eu ri... "Olha, vou tentar lembrar. Eu lembro um pouco do início e do fim, o durante eu não sei onde estava. Não estou lembrando..." kkkkk "Amor, como foi a nossa primeira vez, tu lembra ?" kkkkk Ele não respondeu óbvio, só fez rir. Ele evita falar sobre esse assunto. A gente tem muita química e como não podemos fazer mais até enfim, nos casarmos, não há porque falar, neh?  Mas isso é assunto para outro texto. Voltando...: 

A primeira vez... Como foi mesmo? 

Parte 1 - O que antecedeu; o contexto.


Eu o conheci pessoalmente certo dia e no mesmo dia dormimos juntos. Foi uma loucura, um perigo, porque eu não o conhecia bem; eu sei... Mas antes mesmo de nos vermos, já queríamos muito isso. Fiquei nervosa, mas foi bom, era muita conexão; e ao dormirmos juntos, quisemos no outro dia também. Fomos nos conhecendo em casa; eu "naqueles dias", demitida no dia que nos conhecemos... Imaginem como eu estava... Mas nele eu vi que o cotidiano poderia ser bom, e era muito bom aqueles beijos. 

Quando conversávamos, depois de um tempo, era uma coisa que me deixava intrigada, porque eu queria mais com ele, dele, porém, ao mesmo tempo não queria passar uma imagem de "fácil", ou ele achar que eu era assim com qualquer um... Só visse safadeza em mim. Coisa do tipo, mas ele entendeu e queria o mesmo: Alguém pra ter um relacionamento bom, sério, para além só disso, mas que sim, misturasse "fofura com safadeza". 

Ele conseguia mexer comigo de longe, e eu com ele; sem ao menos sentirmos a pele um do outro, eu me arrepiava, a boca ficava entre aberta, seca, uma coisa que dava um aperto na repressão dentro do corpo e um pensamento recorrente de querer sentar e abraçar ele, estando ele encaixado em mim. Enfim... Meu corpo já respondia muito bem a ele, sem dizermos quase nada. E aí volta ao que já falei, nos conhecemos e não podíamos fazer nada demais, pra falar a verdade achei até melhor. 


Parte 2 - O ato


Dois dias comigo. Um dia ele foi pra casa dele, sentimos saudades e ele voltou. Ele voltou e a gente quis mais... Muito mais. Eu já estava liberada da tal visita do mês. Eu não sei direito como começou, eu só lembro que eu já estava no quarto, muitos beijos rolando, eu fui levada, nesse contexto, pra cama, ele já vinha se deitando e eu também... Fomos nos despindo, em um ritmo de intensidade e leveza ao mesmo tempo... Nos acariciando, nos beijando, abraçando, as respirações se misturando ofegantes, os olhares, a brisa no corpo, os arrepios, a umidade... Concordamos continuar. Então, fomos, mas ao mesmo tempo... Eu me desconectei um tanto algumas vezes com alguns pensamentos.

Era muito bom! Ele ainda perguntava: "Está bom assim?" "Você gosta assim?" E minha vontade, e alguma vez eu disse... (o que eu lembro) "Siim... Continuee..." (Na minha mente: Cale a boca! Está ótimo, só vai... Não puxa "papo" comigo agora! TQP! Isso... Como ele acerta o que eu gostoDo jeito e forma que eu gosto?) Por exemplo, gosto que morda, se ele mordesse, era exatamente do jeito que eu queria, não machucava, mas também não era só fingimento de mordida... 
As mãos passando pelo meu corpo, o corpo dele no meu, ele deixando eu fazer o que eu quisesse, o que eu queria ser, e ele sendo por mim, entregue de fato, querendo o meu prazer... Ele por cima abraçado em mim, ele descendo... Ele chegando lá. Ele me levando pra não sei onde ao fazer o que estava fazendo; eu por cima, eu inteira... As maçãs do meu rosto já ficando vermelhas e a boca também, cabelo  solto, um pouco suado; de frente pra janela, uma cortina leve cobria ela e deixava passar um pouco da luz artificial da rua, a luz do quarto apagada, era noite... Mas ele podia me ver, se assim quisesse, eu também; olhei pra ele algumas vezes, estando eu ali em cima e ele estava nitidamente bem satisfeito, de olhos fechados... Bem além... E eu adorando porque a gente conseguiu ir pra o mesmo lugar ao mesmo tempo. Abraçava ele, suava com ele... Etc, etc. Trocamos olhares, era sede e fome um do outro; a gente se entendia... (Aiaiai... Eu tinha mesmo que escrever sobre isso? kkkkkk Volta, volta...Terra chamando. Opa... Voltando...) 

Era como se ele me conhecesse, ou fosse feito pra mim, eu pra ele, sei lá, mas era nossa primeira vez então, estávamos nos conhecendo! Era a primeira vez que estávamos ali, tão, tão... E tão, nós, por isso vez outra, eu saia do enlevo, para o "Está bom assim? É bom pra você isso?" Ele perguntava, eu só pensava e observava o corpo dele responder. Havia a insegurança, a curiosidade, o interesse em agradar o outro, ele queria me agradar tanto, tão cuidadoso, que eu fiquei meio sem jeito algumas vezes. 
Paramos, acho que ficamos abraçados um tanto e sentamos na ponta da cama um ao lado do outro, já vestido; pensava eu: "Ué... Não foi bom? Por que você não...? Por que estou me sentindo estranha? Eu não deveria estar tão sóbria? Fomos cedo?" Ele parecendo ouvir minha inquietação questionou se estava tudo bem... Se tinha sido bom... Que sentiu que eu não estava totalmente ali, algo assim, não sabia se eu estava gostando. Eu falei que foi bom, muito bom... Eu só... Só... 

- Não sei. E pra você? 
- Também foi bom. Mas fiquei um pouco nervoso.
- Eu também.
- Por que?
- Ah... Sei lá. Porque... É algo importante. Pareceu muito importante. (Foi o que falei sem pensar).
- Que bom então...
- É... Não foi algo, banal... Se fosse, eu não teria me importado. (Eu falando do jeito que vinha na cabeça)
- Que bom que você pensou assim. Porque é algo importante.  (Ele falou algo assim)

E foi assim. 

Parte 3 - Segunda em diante...


Achei lindo. kkkkk Depois dessa conversa, pouco depois (não sei se foi no outro dia) começamos a namorar; ficamos bem ousadinhos... kkkk Aproveitamos nossos "n" jeitos; um mês e poucos dias depois começamos a morar juntos e vivemos o que se chama de uma "lua de mel" constante. Rivotril pra que minha gente? Maconha pra queSono bom é depois de um bom sexo e é minha melhor brisa. Sério, fico muito brisada, leveee nitidamente. Chega a ser engraçado. Todos os dias ou quase todos, sei lá, sem exigências, sem marcar no calendário... Numa constância maravilhosa de feromônios e ocitocina, me descobri cheia de fome e sede dele. Coisa gostosa... Uma das melhores invenções!  E sempre, sempre era bom... ótimo. Eu tenho muita sorte; é muita benção eu encontrar a constância de um sexo maravilhoso com o cara que eu amo. 

Que continue sendo assim e muito mais! (Quando, voltarmos. kkkk) 

P.S: Futuramente tenho que voltar e fazer o: "Nossa segunda primeira vez" kkkkkk Porque já não somos os mesmos, nossa relação mudou (para melhor) e estamos nos guardando desses atos até casarmos. Por incrível que pareça, em pensar, fico nervosa como a primeira vez. kkkkk

Esse texto é da série que faço com a Charlote sobre escrever um texto com o mesmo tema, mas sobre a perspectivas e experiencias singulares de cada uma. O dela está aqui :)

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Mariana e o Café (continuação)

[O início do conto está aqui.]

Café, como seu próprio nome, era enérgico!... Aquecedor dos corações de quem o via, era afeto servido em graça. Mariana acordava com ele sendo despertador, quando chegava da escola ele a recebia, tinha que sair com ele para passear fim de tarde; brincava com ele, contava seus pesares, as pessoas na vizinhança o conheciam, era bagunceiro e ao mesmo tempo metódico com alguns coisas.

Acordava sempre no mesmo horário, chamava Mariana para escola, comia sua ração molhada no leite de manhã desde o dia que ela percebeu que ele gostava dos cereais dela também mergulhados numa tigela; gostava de brincar e tomar banho quando os regadores de plantas que eram automaticamente ligados às 11hs, se secava ao sol e até cochilava em cima de um pedaço de madeira que encontrara e levou pra lá (nada de grama grudada nos pelos); assistia novela com a mãe da Mari e sempre muito sensível, se aproximava de quem estava mais triste como se fosse dar um apoio; tinha um mal habito de furtar pães; gostava de picolé de maracujá; balançava a cabeça ritmado quando ouvia reggae, latia sem paciência quando colocavam pagode; ficava super feliz quando chegava algo pelos correios, quando levavam ele para tomar banho de mar e quando iam visitar Dona Laura. Parecia sempre sorridente; mas não aceitava algumas coisas como: colocar gravatas nele; palhaços e também uma colega de Mariana que morava próximo a casa dela. Depois ela entendeu que ele estava avisando que a garota não tinha uma boa índole. 

Mariana amava Café, o Café amava Mariana. Ele era um "tudão". Amigo, filho, irmão, confidente, cúmplice, despertador, admirador dela, livre, bagunceiro em vários aspectos, ladrão de pães; seletor de pessoas boas e era a sua companhia. Até que, Mariana resolveu conhecer melhor um rapaz, o Sam. Foi então que, começou a falhar com as saídas fim de tarde com Café e ele começou a ficar estressado e triste. 

Certo dia chegou ela, com um rapaz de cor branca amarelado, com olhos puxados e um cabelo preto estirado curto, mal penteado; uma camisa maior que ele, uma bermuda cheia de bolsos; e havia algo bem cheiroso naqueles bolsos. Eram biscoitos! Que logo atraíram o Café. Ah... Esse rapaz, o tal de Sam que ela inventava de chamar também de amor, gostou de Café e Café gostou dele, resolveram ser amigos em nome da Mariana que eles amavam, apesar dela agora dividir a atenção entre eles dois juntos. Café sentia uma falta e essa falta acabou quando Sam trouxe alguém, a Milka. 

Linda... Branca com uma neve, aliás, como leite! Que linda... Ela tinha pelos mais longos, um andar charmoso e leve, desfilava; porte médio, parecia estar sempre zen; cheirosa, com um laço em xadrez vermelho com verde na franja (já era Natal? Ela veio como um presente para vida do Café). Ele ficou tão feliz como nadar na praia, comer pão, picolé de maracujá e tudo mais. Parecia um bobo apresentando suas facetas e seus gostos a Milka e ela mesmo tímida, se mostrava bem contente. 

Mariana e Sam os observavam e sorriam, olhando aquele romance... Eram um belo quarteto. Quiseram juntar tudo e multiplicar: Família. Resolveram então que seriam Mariana, Sam, Café, Milka, um bebê e alguns filhotes... Então chegou: Samuel; Marrí, Capuccino, Pipa, Camí, Laurinho e Ninho... Eis que a felicidade ficou, com seu combo, mais completa. 

terça-feira, 20 de novembro de 2018

365

365 dias... Que eu aceitei aquela proposta cronologicamente, rápida. Faz um ano que eu tenho sucessivos beijos bons; faz um ano que eu gosto especialmente do cheiro e dos abraços de alguém; do jeito que rir; que se aconchega, que fica envergonhado, do jeito metódico de fazer algo, de alguém que se irrita e eu acho até graça, que chora e eu acolho até a alma...

Que voa sozinho e me deixa aqui esperando voltar testando minha paciência em aguardar pra ouvir então algo; alguém que tem tempero bom e não só me lembra, como trás água; que ligava para eu acordar, que me chamava de sumida, porque eu era mesmo; que se preocupava se eu tinha comido para então poder sair e não passar mal; que consegue ser mais sensível que eu muitas vezes; que me repreende e me ama; e diz isso todos os dias.

Já faz quase um ano que moramos juntos (sim, foi rápido mesmo!), e quando penso no nosso namoro quase não lembro como era sem ele morar comigo. Já foi/é um protótipo de casamento, então... 

Que me ama mesmo eu lembrando o que ele disse no verão passado, mas esquecendo minhas chaves, não sabendo onde coloquei os cartões e quanto temos exatamente de dinheiro para fazer as compras; mesmo eu molhando todo o piso do banheiro, espalhando cabelos na casa; esquecendo a roupa na máquina; deixando cair coisas na cozinha; não salvando minhas coisas direito na nuvem e pedir pra que ele faça, que formate meu notebook, baixe meus programas; fazendo ele esperar, esquecendo de avisar que cheguei; chamando pra cama porque eu estou com sono; que me ama mesmo eu não sabendo fazer cuscuz, pirão e café direito; mesmo eu falando sequencias de como resolver algo e articular já falando e querendo que ele acompanhe; mesmo eu acordando e querendo falar sobre sonhos; mesmo eu gostando de astrologia e falar em códigos; mesmo eu gostando de escuro e silêncio; de pedir pra que ele fure as paredes porque eu quero mudar as coisas da casa; mesmo eu ficando quieta ou falante; mesmo eu machucando sem querer; mesmo eu sendo tão minuciosa com palavras.

Que ama mesmo eu querendo abraçar ele quando está com calor e beijá-lo quando não está conseguindo respirar bem (nariz obstruído); mesmo eu ficando no celular quando assisto filme de suspense ou terror, só pra não assustar ele quando eu grito; mesmo eu rindo alto de madrugada antes de dormir; mesmo eu inventando mil nomes pra ele; mesmo eu parecendo um gatinha, ou uma loba, vez ou outra; mesmo quando eu mulherão, ou uma simples menina... Mesmo meus cochilos durando horas, mesmo eu assistindo vídeos engraçados ao acordar, rindo muito e querendo que ele veja todos; mesmo eu escolhendo quase sempre pizza e chocolate como lanche; mesmo eu dando várias idéias do que jantar, mas não conseguindo escolher quando ele pergunta; mesmo eu querendo pintar o meu cabelo e ficar em dúvida entre duas e pedir pra ele dizer o que acha melhor; mesmo eu levando o carregador dele ou fone para o trabalho sem querer; mesmo eu sendo um amor e maravilhosa, mas bem chata vez ou outra... Mesmo eu sendo o que eu quero ser; ele parece que absorve direitinho e com muito amor tudo que eu sou de boa, e essas coisinhas aí... Dar pra relevar, reclamar (risos), conversar... Ele leva bem. Amém. 

Pois é, já faz um tempo que a TV quase não mais fica desligada, que meu violão tem alguém que o toque; que eu escuto o som das duas coisas ao mesmo tempo; que eu não lavo mais tanta roupa (mas, estendo e guardo, ok?); que a pia com louça fica mais cheia, que o fogão fica respingado com temperos, que a casa é mais varrida, que minha cama amanhece mais bagunçada, que tem alguém que mora lá e vem me perguntar onde está os paninhos, se tem remédios e outras coisas (mesmo essas coisas ficando sempre no mesmo lugar); que divide o lençol comigo ou puxa o meu pra eu dividir; que me dar cheiro pra dormir e vai assistir ou jogar; que fico esperando terminar a partida pra conversar porque é online e eu aprendi a respeitar; que volta pra cama e eu acordo e fico fazendo carinho até dormir de novo.

Faz uns meses que alguém come macarrão instantâneo comigo para não fazermos almoço (as vezes); que saímos para comer, mas quer levar algo porque pensa no bendito café que vai tomar em casa; que é sonhador nato; que sabe fazer massagem; que é argumentador demais e quando é pra falar de sentimento foge as palavras; que é impulsivo; que a cara não mente, que é sincerão e me faz mudar de cor quando isso é na frente de alguém; que "tudo quer saber e saber fazer"; que fica inventando histórias só pra brincar; que perdeu o medo de altura da nossa varanda, mas se for pra varanda quase vizinha já não é a mesma coisa; que quase não se espanta com nada do comportamento das pessoas; que fica me ponderando a segurança em ruas, praias, etc, porque sabe que eu não vou me atentar tanto e ele analisa tudo antes e na hora de forma metódica; que toma vinte banhos por dias; que bebe vinho como se fosse suco; que finge esquecimento ou dúvida, só pra eu inventar e preparar comida pra nós; que lembra das chaves, mas não lembra documentos; que rir e até já se acostumou com meus desastres e eu com o jeito dele mais devagar de resolver fazer algo; que nunca acerta onde deixar a bucha de lavar a louça no lugar dela, mas que deixa os livros alinhados na mesa.

Faz um ano que minha garrafa térmica para café já não é mais minha; que eu já não fico mais tão sozinha; que tem alguém que deixa a mesa para refeições com livros, notebook, carregador, fones, remédio e algo mais que vá usar; já faz um tempo que eu reveso quem lava o banheiro; que escolhe filmes e séries pra assistirmos todos os dias; que engorda e se exercita só se for comigo; que vira do avesso algumas teorias minhas, que me já me fez chorar por estresse, que eu também já o fiz (mas foram pouquíssimas vezes), mas mesmo chateados, insistimos sempre em respeitar um ao outro... Faz um ano que alguém meche com meus hormônios só pelo cheiro e eu tenho um esforço, por vezes, surreal para controlar. 

Faz um ano que decidimos construir um relacionamento bom, um ano que a gente estimula o melhor do outro de forma saudável, eu não sei se seria exagero, mas parece que contabiliza um ano que dia após dia, foi colocado umas doses de amor (todos os dias) por ambos e que apesar de haver algumas adaptações e esforços, podemos ser muito nós mesmo livremente. Hoje eu reafirmo, continua sendo uma das minhas melhores escolhas e é com esse rapaz aí que quero dormir e acordar todos os dias (bem!).

Que nossa aliança esteja firmada com Deus, porque ele é o elo essencial para a construção do bem de Nós.

PS: Amo você, gatxinho. Ah... Eu amo muito! Sou grata de todo coração por nós dois juntos. Eu estou gostando desse negócio da gente namorar, vamos a mais um ano de novo... Namora comigo? 


segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Mariana e o Café

Se é pra falar de romance, tenho que descrever a relação da Mariana com o Café. Ela tinha doze anos quando sua avó resolveu dar a ela um cachorro, pois a via muito sozinha quando em casa, seus pais se divorciaram, seu irmão casou cedo com uma moça e foi morar em outro país; ela certamente precisava de afeto, alimentar essa troca, ao mesmo tempo que, deveria desenvolver cuidado com o outro (tinha ficado meio egoísta por defesa). 

Dona Laura, senhorinha simpática, sua avó, morava no interior, há alguns quilômetros e só via a neta uma vez na semana quando a mãe de Mariana ia sempre visitá-la aos domingos pela manhã. Na casa da avó, ao chegar, iam direto pra cozinha, quantos aromas sentiam lá, sua avó caprichosa sempre as recebiam com uma mesa muito bem posta, arrumada, com flores frescas em um vaso de vidro, aquelas louças decoradas que ornavam perfeitamente com as toalhas de mesa alegremente estampadas e coloridas. Uma refeição banquete para o paladar, para o olfato e para os olhos! Ali, na mesa entre prazeres, elas falavam do cotidiano e histórias, nem sempre tão agradáveis, mas o contexto e a sábia Dona Laura, amaciava. Eu posso falar mais sobre ela depois, esta senhorinha linda cor de cacau. 

Quarta-feira, aniversário da pequena Mariana. A mãe levou a garota ao shopping, comprou roupas novas; renovou o cabelo no corte e na cor, ela agora não só tinha lindos cachinhos cor de mel, mas também um rosa nas pontas. Isso a deixou mais animada, e também porque encontraria suas amigas a noite para ir a uma pizzaria. Mas ao chegar em casa, do seu cabelo a ao teto da casa, uma explosão de cores! Muitos balões e uma mesa maravilhosa com doces, muitos sorrisos e aquela música familiar de "parabéns". Foi então que veio sua avó com um lindo presente de fita vermelha no pescoço, era um cachorrinho marrom escuro, de olhos bem redondos e abrilhantados, um labrador, um amigo que ela logo chamou  prontamente de Café. 

Café, como seu próprio nome, era enérgico! ...

(continua)