segunda-feira, 23 de julho de 2018

Choro surreal

Estou tentando entender o que houve ontem... Caí em prantos copiosamente, a noite toda é como se tivesse guardado minhas lágrimas, sem motivo aparente e quando cheguei em casa, no meu quarto, chorei, chorei muito, como a muito tempo não fazia. Eu cobria o rosto como se tivesse com vergonha e eu chorava doendo, como se algo muito ruim tivesse acontecido, ou estava acontecendo, senti-me nada. Nada. Redime a mim de um jeito, sem saber o motivo, orei, chorei mais ainda... Pedi para o espírito santo traduzir, transcrever, eu só que eu sentia muita tristeza e não conseguia falar, eu não conseguia por em palavras, havia vergonha de que eu não sei, eu me senti derrotada, como se alguém tivesse feito algo a mim, ou estivesse e eu me sentia horrível! Porque aquilo me humilhava. Senti isso. Derrotada, humilhada, envergonhada, triste e ao mesmo tempo com medo porque eu não sabia de onde vinha isso. Em algum momento depois de clamar, fui acalmando. Depois estava eu em prantos de novo. E escrevo isso com lágrimas escorrendo porque ainda está aqui... 

...
Eu fui ao culto com algo estranho no peito, talvez resquício de algo que aconteceu no dia anterior. Eu fui assaltada, não houve arma aparente, nem ameaça verbal, nem encostou um dedo em mim... Só pediu o meu celular insistentemente e impôs a presença de que poderia fazer algo a mais por estar supostamente armado, mas insistia em dizer que só queria o celular e eu poderia ir. Eu fiquei indignada eis a palavra certa, e senti como se tivessem tirado algo mais que um celular, bagunçou meu ritmo.  

Sabe quando você está bem... Ou ficando melhor, como se agora as coisas tivessem fluindo mais... E de repente algo acontece no oposto? Eu agradeci por não ter acontecido nada a mais, mas fiquei incomodada ainda em um conflito entre agradecer e ficar mal com o ocorrido ainda, pensando que eu não deveria sentir tanto, mas estava. Confusa. Eu chorei um pouco, depois com raiva, fiquei nervosa ao falar, mas tenho noção que em outra época eu teria entrado em choque, e talvez estivesse me tremendo inteira e chorado bem mais, etc. Minha reação foi melhor do que eu mesma esperava de mim.

Ontem, fiquei pensando mais sobre e aquilo parece ter vindo para me desanimar, para duvidar... Não sei. Fiquei entre, ser coisa rotineira que acontece a qualquer um sem propósito algum porque tem gente ruim mesmo no mundo ou, se deveria me atentar para algo mais. E depois chegou algo, independente de motivo que aconteceu, foi comigo e a consequência ficou comigo então é a isso que devia me debruçar: o que fazer com a consequência para além de bloquear número, etc. O que fazer com o que ficou para além do material, a falta de um no caso. Ora, se estou sentindo para além disso, então certamente, há algo pra pensar para além disso. Isso foi um processo meio nebuloso que só estou conseguindo falar agora, a mim mesma, claramente. 

Pensei melhor, pensei no agir de Deus, sim, tudo só acontece pela permissão Dele e eu não fiquei revoltada com Ele, pelo contrário, eu agradeci pois vi que mesmo indignada, colocando valor naquilo, ele cuidou de mim. Ele tem cuidado de mim... E que essas coisas... São  apenas coisas. Que eu não devo de forma alguma, duvidar do que Ele tem feito de bom, por uma pedra que foi posta no caminho (em verdade, eu não duvidei, mas desanimei). É e foi, algo muito pequeno, além disso, não devo me apegar a nada material... Mas não está claro que foi isso que me fez chorar. Pensei até que poderia ser com alguém. Porém não soube de nada de ninguém. Não foi só isso, eu não sei. Foi surreal. Está sendo, parece loucura. Eu não conseguia pronunciar palavras a Ele em boa parte do momento, depois só saiu: "Traduz..." "Transcreve... minha oração, o que preciso pra ti." "Tira essa angústia" "Afasta isso que está acabando comigo" "Dai-me força, a tua." "Fica comigo, agora, mais, todas as horas e dias." "Eu não sei o que está acontecendo"... Eu pensava e as vezes conseguia falar isso. Havia um peso no corpo, como se eu tivesse passando mal fisicamente. 

"Não sei" "É como se tivesse acontecido algo de muito ruim, ou estivesse acontecendo" Foi o que eu disse quando consegui falar algo depois que chamei meu namorado ao quarto, e eu chorava sem parar... Comecei a ficar com medo porque não sabia se poderia ser com alguém e eu não saber ou poder ajudar. Mas pelo visto, até aqui, parece que eu estava chorando por mim mesma sem conseguir pensar em motivos, só vinha... Só vinha... esse turbilhão de emoções.

Não tenho nada absolutamente nada com valores reais sem Deus comigo. Sem Ele nada faz sentido, nada. O maior roubo da minha vida, não seria nem a minha própria vida, seria tirar a minha vida Dele, nunca mais poder ter Ele comigo.

Deve ter sido uma espécie de batalha espiritual e certamente eu não estava preparada... Não sabia que poderia acontecer da forma que aconteceu. 

quinta-feira, 19 de julho de 2018

Quarto

Em um quarto, nos mostramos inteiros.

Cozinha


Na cozinha são feitas várias atividades e para planejarmos de forma adequada além da estética, precisamos pensar na funcionalidade assim, a dividimos por setores: Despensa, Armazenagem, Área da pia, Preparação, e a de Cozinhar e assar. Mas eu percebi, em meu ''estudo'' empírico  que nela realizamos muito mais... Experimentamos a magia dos ingredientes, atividades e momentos.

Nela as cores se misturam, os formas mudam, descobrimos o interior dos alimentos, seus cheiros, a combinação deles, suas texturas, a beleza de cada um... E com a criatividade, o que juntos podem se tornar. 

Não só as comidas, mas os sons também se misturam... Da chama acesa, do borbulhar que vem do fervido, da água escorrendo na pia, da faca se encontrando com a tábua, do vento entrando na janela pela brecha que deixamos para não apagar o fogo; do liquidificador unindo tudo em pedaços pequenos para se tornar uma coisa só; da Tv ao fundo ligada ou da música que vem de algum aparelho móvel, do tic-tac do temporizador, do aviso do forno afirmando que o alimento já pode ser retirado, dos armários guardiões dos nossos elementos nos fornecendo o que precisamos e protegendo as demais de uma tal poeira e bichinhos; das coisas que escorregam da nossa mão e encontram alguma superfície, do nosso cantar perfeito, dos pés fazendo melodias no piso, das nossas conversas com nós mesmos, da nossa oração a Deus enquanto mexemos em algo; do nosso falar mais alto porque o outro não consegue ouvir, das nossas filosofias enquanto a comida vai e vem na panela por meio daquela colher gigante; dos nossos risos entrelaçados, das nossas conversas atrapalhadas pelos pedidos, opiniões e orientações ao contexto do ambiente (''Cuidado com isso'', ''Pega aquilo pra mim'' ''Coloca mais...'' ''Está bom assim?''); mistura-se também os aromas, as sensações térmicas, e a gente.  


Aqui também lemos, escrevemos, nos abraçamos, nos beijamos, sentamos, deitamos, nos amamos em um prato pronto ou ''aprontando''. A comida carrega energias, as de quem a fez... Por isso que a melhor sempre é feita com criatividade e carinho. Para mim, a cozinha é o núcleo da casa, o tal coração. Cozinhar para alguém é servir amor em prato... E se a louça começou a fazer barulho batendo uma na outra, ouve-se a anunciação de que a comida está pronta. Vamos, fechamos os olhos, abrimos a boca e comemos alimentos em prazer e ao terminar, vem aquela brisa de satisfação, que nos faz querer deitar no piso mesmo ou aos mais tradicionais, na cama.

São feitos e servidos aqui, o que alimenta o corpo e o para além dele...

P.S: Deu fome e vontade de estar em casa agora. rsrs


Janela


A emolduração de um momento vivo.

quinta-feira, 12 de julho de 2018

O abraço dele


Ah... Ele reúne todos os tipos de abraços e em inúmeros momentos! E eu amo todos. Ele me abraça dormindo ou para dormir (e é uma das coisas mais lindas)... Abraça-me quando estou lavando a louça; quando estou com frio (ou ele); quando eu estou com sono; quando estou triste, ou quando ele está; quando eu estou quietinha vidrada assistindo uma série ou filme; quando estou comendo; quando ele quer atenção; quando eu não quero abraço também kkkkk porque estou chatinha, de "TPM" ou, ele disse algo que não gostei; quando ele está envergonhado (e esse é muito  engraçado); quando ele quer que eu faça algo pra ele; quando a gente se beija e ele me quer mais; quando ele quer parar com as empolgações dos hormônios tem um abraço diferente pra isso também kkkkk; quando ele quer dengo (muito engraçado); quando ele está animadinho... Quando estou sentada em frente ao notebook projetando; quando está "pensando na vida" ou em "nada"... Quando ele não sabe como falar, mas quer dizer algo; quando está me ensinando e vendo eu jogar vídeo game... Quando quer imobilizar meus braços por saber que vou dar uns tapas ou, fazer cocegas porque ele veio mexer comigo; quando estou lendo e ele quer ficar comigo perto, deita e abraça minhas pernas... Ou seja, quando ele quer! E eu faço o mesmo.

Tem vezes (e são muitas) que eu chamo ele só pra abraçar. Tem horas que eu quero morar ali... E digo brincando: "Encontrei a posição, não se meche; vamos ficar para o resto da vida assim!" A gente cai na gargalhada, se solta e abraça de novo. Já houve aquelas vezes também, que ele me olha feio porque eu cheguei correndo e abracei "brutamente" por trás, quase deixando cair o que estava nas mãos dele e eu começo a rir... Muito menina. Tem outros momentos, que parece que queremos entrar um no outro, ultrapassar o ser de forma inteira, ao se abraçar intensamente. Ser dois, mas sendo um. Mas, subjetivamente é assim mesmo. 

Ah... É muito gostoso. Um lugar tão acessível, mas não menos especial por isso... Meu melhor abraço é com ele, porque ele sabe se expressar muito bem com eles, cada um com sua característica. As formas correspondem tão bem com as minhas, ou com o que preciso, que me encanta, que me deixa sempre bem ali... Naquele tal lugar entre os braços dele. Um abraço lar.  

Acontece alguns dias de, enquanto ele dorme e me ajeito pra sair, olhar pra ele amando e agradecendo; e como ele está dormindo e eu quase sempre em cima da hora pra sair, não dar pra abraçar... Então dou um beijo, um afago no cabelo e saio, mesmo sabendo que ele não vai nem perceber nada. E só pra sintetizar... Gosto de todos os abraços dele porque independente de quando e como, sempre há amor. 

"Vem cá!"

💗
P.s: vou colocar aqui o link do mesmo tema pela versão da Charlote de outro blog, assim que ela postar o dela 

Abraços

Uma coisa que não deveríamos economizar... Abraços. Porque abraço pode até ser pra cumprimentar, mas fala de um acolher, aproximar o coração um do outro em um gesto.  

Tem pessoas que a gente abraça rindo, ou não estamos e ao terminar já nos soltamos rindo... Nos olhamos e lá vai... De novo (risos), só porque é bom mesmo. Há também aquelas vezes que ficamos abraçados conversando, porque parece que faz mais sentido conversar nesse lugar, naquele determinado momento... E tem aquelas horas que as palavras não cabem, mas a gente cabe sim, perfeitamente em um abraço; com a cabeça no peito do outro, escutando a vida pulsar... Também tem aqueles que são apenas pra se aquecer. Mas convenhamos... Todos esses tipos aquecem! Tira a frieza, nos desarma. Eu sempre gosto (o de algumas pessoas ainda mais). Mas sempre é muito bom.

P.s: Continua em outro texto

terça-feira, 10 de julho de 2018

Amor de todos os dias

Tu despertas em mim sorrisos constantes... Sabia? De uma alegria interna continua. Eu agradeço tanto por compartilhar minha vida todos os dias contigo. Que a gente continue assim e melhor, e sempre com Deus. Minha melhor aliança contigo é estar contigo nele. Amo você  demais.

P.S: Mensagem enviada.