segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Que triste...

Que triste abrir mão das certezas plantadas no peito. Que triste saber que... Sonhou a toa. Sonhou pra queda ser maior. Apenas. Por que valeu de quê? Que triste. 

Tudo acabado por... "Preciso me encontrar." "Preciso resolver minha vida." "Você não merece essa situação." "Não merece estar presa ao meu tempo." "Você merece mais do que eu." 

O que impulsiona isso? O que impulsiona isso??? 

Intuição. Foi a resposta. "Sinto que a gente deveria acabar e que você vai ficar bem."

Eu: "Sinto que a gente deveria acabar. Mas não sinto que acabou de todo. Que fechou. É bem sem lógica e inadmissível pra mim. Acabou estando bem? Se faltava apenas com alguns ajustes que todo mundo deve fazer na vida?" 

Sentimento sem força, eu penso. Ironia: Terminar porque fomos e somos bom um com o outro. Já aprendemos tanto, agora é hora de partir? Então a missão acabou? Era isso? Só um curto período? 

Morte. É como se fosse isso e eu tenho que lidar. Foram os planos, sonhos, a união, o "fazer dar certo" que morreu sem ser eu a assassina... Pensava que que se chegasse ao ponto de terminar por essas questões, partiria de mim, tão sobrecarregada, eu, eu mesma poderia justificar o término por falta de: "Atitude" ; perseverança para realizar sonhos e até, cumprir com responsabilidades. Sim, fui eu que afirmei que continuando assim não daria certo. Realmente, não deu. Mas a decisão, não partiu de mim.(!)

[E isso já faz um mês. Mas só hoje, consegui externar algo um pouco mais claro.]

Como querer alguém diferente na real, se esse foi o mais próximo do que encontrei que era "meu número"? Não tem ninguém perfeito e ele foi o que mais achei... Cabível. "Amor tranquilo". 

Eu estou muito triste... Ninguém dimensiona o quanto. Por mais que eu fale, brinque com a situação, encontre mil subterfúgios. Eu estou triste. Coração estraçalhado juntamente com muitas das minhas esperanças. 

Pensei que seria dessa vez e me enganei muito! O meu coração ter ficado tranquilo falhou? Eu me pergunto diante de tantas certezas que eu tinha como vou saber em outra circunstância se eu estou certa? Se é algo realmente bom? Quando saber que não vale por muito tempo se eu não confio mais nem em meu coração? Nem mais em minha intuição. Nem mais em meus filtros. E... O que mais me entristece: não ouvi eu a Deus, mas sim algo ilusório e pensei ser resposta de Deus?? Que triste isso! Pior coisa. 

Mas tudo foi verdadeiro. Alguém pode dizer. A gente pode dizer... Porém, pra durar pouco? E como eu vou saber agora quando vai durar muito? Como eu vou saber tantas coisas se meu sensor me enganou? Eu estou muito triste. 

Deus sabe as orações que faço todo dia. Mesmo tendo dias que não sei mais o que orar. Deus sabe das minhas falhas em busca de acertar, da minha imaturidade, medos, inseguranças... Ele me ouve tanto. Gostaria eu, ouvir nitidamente a Ele. Estou tão perdida... Não estou cega. Olhos estão bem abertos, eu não estou sabendo é lidar com o que vejo, com o que é. 

É. É nítido que estou muito triste, de escorrer pelos olhos e muito de tudo isso, parece tão em vão. 

Desabafo da desorientação pós término

Tanto amor e zelo depositado... Não há arrependimento, eu faria tudo de novo. Há uma... Falta de chão. Uma sensação de não saber mais como ser com outro. Com ele mesmo, comigo. 

Dois relacionamentos. O primeiro eu me cobri de adaptações ao outro. No segundo, fui tão inteiramente eu... E estava funcionando até que... Não. "Não se culpe, pare com isso, para além de você, existe alguém, eu." Eu ouvi dele mesmo. "Você não fez nada de errado ele é que não soube aproveitar da melhor forma..."

Lerdo. Pensei. Como posso eu amar uma pessoa que é lerda em seus anseios? É tão incabível pra mim que eu começo a questionar o sentimento dele. E ele garante: "Tem sim!" Etc. Lerdeza e sentimento grandioso andam juntos. Mas que [adjetivo esdrúxulo] junção é essa?? 

Eu tão resolutiva e em busca de organizar os relacionamentos, eu que agarro isso com unhas e dentes pra fazer dar certo e ainda quero a liberdade e ouvir o outro; quero algo espontâneo, fluído no sentimento... Estou (estou?) com uma pessoa cheia de sentimentos, mas altamente desorientada com o que fazer com eles. 

Eu guio? Não está dando certo. Eu imponho? E como fica a individualidade do ser, a espontaneidade? Eu fico? Eu vou? Eu que estou desorientada por osmose agora. 

Lançando coisas, nada atinge pra resolução, então eu lançarei algo que pouco faz sentido: eu me lançarei longe, eu me lançarei por outro caminho sozinha! E me fazendo sozinha eu darei o espaço pra ele se refazer, sem mim.

[Dolorosamente digo isso, mas com um lampejo de um pesar já menor, pois, já estou bem cansada e passei a não ter mais certezas do quanto é bom ficar, e mais, cansada demais para ser criativa e pensar algo diferente.]

Se a gente se encontrar de novo, bem; caso não, eu lamentarei muito. Mas farei um favor a mim e a ele, de seguir ficando bem. Foi assim a intuição dele. Vou fazer acontecer na prática. Devo seguir "a dica" e ver no que realmente vai dar. Afinal... Eu fui posta nessa situação. Ele mesmo já decidiu e cá estou eu, ainda tentando entender, tentando ficar, tentando... Sozinha, não é?

sábado, 23 de novembro de 2019

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Remédio de pessoas

Uma pessoa jamais pode ser o remédio central para cura de outra. 

[Se o remédio não estiver sendo prontamente a cura em um dado período devido sua limitação, precisaríamos então substituir as pessoas?]

A cura deve ser um processo interno, divino e com uma rede de apoio descentralizadora. Um debruçar para o crescimento mútuo, visto que, um ser único, não significa o mesmo que ser sozinho, como também uma cura não deve ter uma via só para seres tão cheio de vielas como nós. 

quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Palavras

As palavras nos transcrevem, mas são as ações que nos definem na coerência (ou falta dela). 

quinta-feira, 24 de outubro de 2019

Mergulho no caos

Os meus braços não alçaram o cuidado. Não. O caos chegou mesmo eu olhando e avisando ("Atenção ele pode chegar. Porque o que é grandioso não vem do nada. Vem de detalhes, dia após dia".) Só eu vi. Chegou; e quando chegou, eu inicialmente apenas suspeitei. Mas chegou e bem pior do que eu imaginava: Obscuro, rasteiro, duvidoso, nebuloso, subjetivo, confuso... 

Mesmo eu sendo acostumada a também olhar para o escuro não dimensionei, não dimensiono! Porque ele não veio dos dois, não veio de mim. Veio da parte mais gostosa da minha vida. Da pessoa que eu ficava mais contente em ver; e eu não estou conseguindo ajudar. 

Eu que ajudo tanta gente não consigo nos ajudar! Eu que tenho tanta paciência estou corroendo a esperar.; eu que sou tão cheia de luz como dizem, me apaguei; eu que mereço tanto (como muitos também falam), estou recebendo frieza e confusão. Eu que quero distância pra pensar, estou recebendo uma presença distante; eu que dependo da ação do outro pra tomar parâmetro e agir em adaptação pra equilíbrio, eu não estou conseguindo ler! 

Eu que durmo e encontro paz, não estou conseguindo dormir; eu que tenho Deus dentro de mim, não estou conseguindo ficar bem por muito tempo; eu que tenho certezas, estou recebendo o caos pra ter dúvidas; eu que sou firme, estou quase caindo, sem conseguir prever o soco, só recebo. Eu que quero ser forte, chorei no meu ambiente de trabalho; eu que quero ser mulher, me tornei mãe, amiga, irmã e não sei mais quantos papéis eu fiz por situações que me chegaram... Hoje não sei como ser, o que ser. "Você mesma?" Mas meu senso de justiça precisa ouvir o outro! O outro! O outro não fala pra eu saber como agir. O outro não situa!

Dois perdidos; e eu aqui procurando achar... Ele não está bem. E isso tudo é só uma consequência, porque estou com ele. Mas como eu ajudo? Já não sei. Parece que estou no mar do caos e a pessoa na praia. 

Temendo que eu me afogue, ao invés de ajudar, empurrou a minha cabeça pra de baixo d' água. Sem culpa. Foi só o desespero dele e a falta de experiência. Porém eu estou morrendo nisso! Se salvar? Sozinha? E se eu disser que eu não tenho medo do profundo? Que eu não tenho medo de morrer? Que eu sei que lá eu posso ter outra realidade e viver, mas o que eu não estou querendo é ir? Eu não quero é ir! Eu não quero é morrer pra ele e nem que ele morra. 

Nem salvo ele nem a mim. Essa é a história. E quem nos salva ainda não vi. Só vejo as coisas fora de nitidez e eu sem ter onde me segurar. Distante cada vez mais... Quando eu chegar na areia, uma hora eu subirei, mas cadê o outro? A minha preocupação não é comigo, porque eu estou acostumada a respirar o ar de fora e de dentro. É com o outro. Que eu nem sei onde está. Nem se eu vou mais encontrar. Nem ao certo porque a gente chegou exatamente onde chegou. Eu não estou sabendo nada dele. Cadê ele?

Tento me comunicar e não ouço nada nítido. Só murmúrio estranho e vejo sombras... Não consigo nem identificar quem fala. Eu bati a cabeça será? E vem uns lapsos de lembranças dele. Eu já não sei se estou lembrand
o, sonhando ou delirando, por isso fico com meu medo de apagar de vez, pois, quando eu acordar, qual vai ser a realidade? 

Parece que nada do que eu faça ou venha na cabeça está adiantando mesmo. Eu estou sendo levada... E meu receio é: lá vai eu de novo... Dessa vez eu vou acordar com quem e aonde? 

segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Meritocrata caótica

Ela possuía uma pulsão de morte latente. Sentia prazer no caos, visto que nele ela se reconhecia em casa. Nele ela se encontrava como aprendera: humilde. Confundia humildade com reconhecer que era fraca e então, estraçalhar o rei que imperava em sua barriga. Havia um rei sim. Pensava ela com seus botões que ficavam também acima do umbigo, que tudo que vinha pra ela era mérito. 

Ela lera sobre graça, dizia saber o que era, etc; sabia, na teoria. Mas vivia olhando pela desgraça. "Compre novos óculos!" eu ficava gritando. Porém ela era apegada demais àqueles. Dizia não gostar, mas se acostumara tanto que as vezes nem lembrava que não eram seus olhos, mas um complemento, um acessório posto, que poderia trocar. Esquecerá que óculos era para ajudar a enxergar melhor e não para embaçar e se adaptar a esse estado. 

Culpada.; se sentia e se punia. Prisioneira dela mesma e porque queria. Por que queria? Isso eu não sei. Resumi: pulsão de morte. A raíz... Ela teria que ver em análise. Não me cabe. Meritocrata. Seu mau. Ela tinha uma família que lhe mostrou que ela deveria... Deveria... Que a vida lhe recompensaria, que ela deveria fazer, ser. Esqueceram da graça? É difícil equilibrar, mas isso não significa que ela não exista!

O Pai, maior que todos os outros, e que todo o mundo. O Pai ofereceu liberdade, esperança, amor, salvação e tudo mais, de graça em graça. Basta uma coisa: disposição. Pra crer, pra receber, pra fluir, pra ir.   Ela dizia conhecê-lo. Parece que o conhece de ouvir falar, de vista, mas não de ser íntima... São os óculos. Não a fazem ver o quanto Ele está tão perto, o que tem nas mãos a oferecer, mesmo sem ela estender as suas. A graça não é razoável aos olhos dela. Nem mesmo parece ser aos meus tantas vezes. Tive que me reinventar e me aproximar, observar pra absorver um pouco a lógica de como é. E é divina! É acolhedora! Libertadora! É um abraço em redenção. É uma forma de amor. E a gente aprende a reconhecer, a ter, a usar, a ser, a receber. Se ela recebe, que honra e que injusto, ela ser tão "ruim" e receber; se não tem... É um processo continuo de aprendizado, porque o mundo nos ensina a tal meritocracia caótica. 

Foi ela que criou o afastamento com o Pai, porque ela é "ruim". A pergunta é: o que afinal ela quer? Meritocrata. Não sabe receber presente? E sabe dar então? Ou espera reciprocidade? O que espera? Espera atenção. Boa ou ruim. No mais, eu não sei. Talvez nem ela saiba, depende da " lua" dela (em leão, vale ressaltar). 

Deveria pelo menos se analisar e chegar a um senso que a situe, como também ao mundo pra lidar com ela, pois, nem todos estão dispostos todo dia, a entrar na vastidão das suas variações para sempre encontrar algo ruim de quê falar. Há uma vida para além de si. Para além dela e de todos. [Não estou falando de física quântica, essa é outra história.]

 Ahhh se ela ouvir... Talvez dirá: "Não é bem assim... Pesado. Ninguém me entende... Deixar você quieta. O caos sou eu mesmo..." E nem com o caos dela eu deixo de gostar da moça, da moça mais "sei lá o que" eu conheço. Estou falando porque são verdades, elas devem ser ditas, mas também, porque a lua que está cheia e eu também fico às vezes assim: cheia. Mas sem culpa, porque isso é simplesmente: normal. Voltando a graça, em suma: Não dar pra viver sem graça nessa vida. Nem pensando para além dessa terra.